Exposição “Afetos Urbanos” em Fortaleza

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Frente do Sobrado Dr. José Lourenço – Fotos de Carlos Roosevelt

Durante a disciplina de Museologia, estamos aprendendo sobre o básico do que se compõe um Museu (pelo menos neste início de disciplina), além de aspectos mais relevantes da necessidade de um acervo que preserve nossa História, sua manutenção e divulgação. No ultimo final de semana, tivemos a oportunidade de visitar o acervo do Sobrado Dr. José Lourenço em Fortaleza (rua Major Facundo, 154, Centro, Fortaleza-CE).

O objetivo dessa visitação (e, por consequência, desta postagem) é compreender a relevância social das exposições, e fica difícil não perceber a influência da História vista de Baixo. O Sobrado recebe acervos de diversos interesses Culturais (lembrando que Cultura é algo plural, não dá pra monopolizar a identidade cultural), além de promover exposições cuja visitação é oportuna. Se depender de mim, estarei postando, enquanto não acabar minha criatividade…

… ou meu café. O que vier primeiro.

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AFETOS URBANOS – MINHAS IMPRESSÕES

Na primeira, falaremos da Exposição Afetos Urbanos, com curadoria de Fernando Jorge e os fotógrafo Regis Amora e Marília, percebemos o Centro da capital como um tipo de “Personagem”.

Alguém já leu o romance A Casa de Natércia Campos?! É mais ou menos por aí que a coisa anda. Cada história, com seus personagens que vivem e fazem a história daquela região de Fortaleza, alguns sem um nome ou endereço (seu endereço fixo é o Centro da Cidade).

Muitos dos indivíduos que vagueiam pelo Centro são bastante conhecidos por quem anda ali (nem que seja por um apelido), porém, suas histórias ou sua realidade é deixada de lado, desconhecida ou ignorada. A exposição Afetos Urbanos resolve rasgar esse véu, provocar um estranhamento com os visitantes e, claro, apresentar estas Pessoas.

Sim, esses caras precisaram ganhar uma exposição para serem notados.

COMPORTAMENTOS E TRADIÇÕES

A Exposição também aponta situações tradicionais de uma geração. Um sincretismo religioso bastante evidente nos costumes dos moradores e que acaba refletindo no Layout de sua moradia, como a foto que traz a casa de paredes maltratadas, mas o cantinho da Santa Virgem Maria no alto, muito singelo e disposto de tal forma a derramar bençãos aos moradores do Lugar.

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A imagem da Santa, disposta no alto, para derramar bençãos em quem estiver no recinto

Outro momento da exposição, bastante marcante, é a foto de um indivíduo deitado em um banco de pedra. A postura relaxada e que não mais chama a atenção dos transeuntes, denota o desapego pela situação do Próximo. O momento descontraído, a perna estirada por cima do banco de pedra, a postura do Homem que já considera ali sua casa, sua sala de estar.

São Homens e Mulheres com seus anseios, histórias de vida, erros e acertos, além de um destino que muita gente demonstra claramente não se importar.

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O momento descontraído, a perna estirada por cima do banco de pedra, a postura do Homem que já considera ali sua casa, sua sala de estar.

Essas histórias são contadas por meio de 22 registros (fotográficos, mídias digitais e quadros interativos). Há muito mais para se ver e perceber nesta exposição e, claro, recomendo.

Você já foi a uma exposição?! Você já foi a um museu?! Largue o zapzap, o Face e o LOL. Faça um favor a você mesmo e conheça sua própria História.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Mario disse:

    Parece muito boa exposição.

    Curtir

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