Mês da Mulherada – Laila Ajjawi

Poisé, e cá estamos com mais um Mês da Mulherada.

Meu mês de Fevereiro não foi um mar de rosas e, agora, estou bastante ocupado com coisas do meu trabalho (sim, meu trabalho é importante) e com coisas da Faculdade (apresentação de Seminário sobre “Tecnologia favorecendo a Educação Patrimonial na Sala de Aula”), então vamos ao Post de hoje, sem mais delongas.

Seja lá o que seja isso.

MULHER, REFUGIADA, PALESTINA…
Todo mundo sabe que as Mulheres não são valorizadas e isso não é de hoje. Desde que o Mundo é mundo, as mulheres gozam de uma liberdade… ah, dentro dos limites impostos por uma hegemonia fálica (pra dizer o mínimo) e, não apenas isso, mas essa mesmo sistema não apenas limita, mas prejudica a vida das moçoilas, mesmo em coisas básicas como Educação, Saúde, Direitos…

… Em alguns lugares desse Planeta, basta apenas Ser Mulher pra sua vida ser uma bosta.

Laila Ajjawi vive o pior em muitos conceitos: Ela é uma Mulher que vive na Palestina, baixa renda e mora divide a casa com os pais e outros quatro irmãos… enfim, ela tem todos os motivos para ser mais uma pessoa a amaldiçoar sua Vida, contudo, ela prefere fazer a difereça escrevendo seu destino…

… no estilo grafiteiro.

Laila Ajjawi mandando seu recado
Laila Ajjawi mandando seu recado

Sua arte retrata os problemas de uma garota nas suas condições. Acessoa  uma educação de qualidade, os problemas de ser uma Refugiada e, claro, a Guerra Civil em seu país são apenas alguns dos temas.

“Todos estes símbolos femininos são novos para a rua. Normalmente, arte de rua é dominada por homens ”, disse Laila. Pintando murais de mulheres fortes, ela está tentando provar que as meninas podem “expressar-se sem os limites que a sociedade ou comunidade está tentando impor”.

Outro tema bastante recorrente na Arte da garota é a questão da Violência de Gênero, já estupros dentro do casamento não são considerados Crime. Quem já teve oportunidade de ler algum livro A Cidade do Sol (Khaled Hosseini) vai perceber esse tipo de situação que, infelizmente, é bastante recorrente.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Este é um assunto que já discutimos aqui uma cacetada de vezes os constrangimentos que as mulheres sofrem, e muitos podem até imaginar que a mulher é culpada pelas agressões, humilhações, violações e todo o resto. Em alguns lugares do Mundo, o Estupro não apenas é culpa da mulher, mas ainda há quem pense que ela deve suportar tudo bem quietinha.

Já falamos aqui sobre o documentário India´s Daughter onde é retratada a questão dos estupros coletivos na Índia. Lembra daquela pesquisa fulerage do Instituto IPEA?! Tá bom, eles corrigiram e reconheceram o erro…

… Mas 26% da população brasileira achar que Estupro é culpa da Mulher ainda é um percentual elevado, pelo amor de Herculano Quintanilha!

Um dos pontos discutidos no Oscar 2016 foi, justamente, a violência sexual sofrida por universitárias dentro de Instituições americanas. Lady Gaga fez uma apresentação comovente e que, certamente, abriu os olhos de muitos. Os Direitos da Mulher estão melhorando e conquistando espaço, mas ainda é pouco.

PATRIMÔNIO E GRAFITE… JUNTOS?!
A questão do Grafite como ferramenta de apropriação é bem interessante e me foi apresentada por um amigo e sua equipe no Seminário. Normalmente Grafite e Patrimônio não tem muito a ver… na verdade, podem até ser rivais.

Atualmente estou estudando Educação Patrimonial na Faculdade e, com esse novo conhecimento, podemos concluir que é considerado Patrimônio toda Obra (arquitetônica, artística, paisagística, fotográfica ,etc) que carrega um teor histórico e que nos remete certa importância, ou seja, não adianta apenas ser bonito ou fazer parte da história se nós não dermos valor.

Pense, como exemplo, todos os locais destruídos pelo Estado Islâmico. A destruição de tantos monumentos (com valor significativo para a Humanidade) foi uma merda do tamanho de um Tiranossauro Rex, mas pra eles, não passa de um registro “pecaminoso” e de desvio de suas crenças originais e deve ser corrigido.

Acho que me fiz entender.

O que Laila faz é, justamente, trazer um cenário e dar-lhe uma nova Leitura, de uma forma que ela possa se sentir representada naquele lugar e não apenas Ela, mas todos em suas condições.

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