Cientistas usam crowdfunding para financiar relatório independente sobre Desastre em Mariana (MG)

A menos que você tenha sido raptado até o Planeta Soror ou tenha sido preso num bloco de Carbonita, você deve ter ouvido falar da Tragédia em Mariana (MG), nem que seja superficialmente, tipo “Uma cidade brasileira foi engolida por rejeitos sólidos compostos de metais pesados em concentrações obscenas (na forma grosseira de um Tsunami de lama tóxica) depois do rompimento de duas barragens de uma Mineradora”…

… como se isso já não fosse altamente perturbador.

Enfim, a Imprensa (cof cof, Grobo, cof cof) aponta a tragédia de Mariana (MG) como a “possível” maior tragédia ambiental em Minas Gerais.

Eu, particularmente, já comparo esse caso a outros tão significativas quanto, tipo Evento de Tunguska, Chernobill, o papoco do Vesúvio e tal e não é pelo fato de eu ser um blogueiro exageradamente paranóico. A coisa só piora, estamos falando de uma calamidade que ainda não terminou. A onda de lama feita de metais pesados (tipo Ferro, Manganês, Alumínio, só coisa saudável) é capaz de tornar qualquer ambiente inabitável ainda se movimenta.

A Imprensa aponta apenas 7 mortos (Até o fechamento dessa postagem).

A Samarco aponta que a lama da barragem não é tóxica.

Me explica como uma onda de lama extremamente tóxica (só o Ferro está 1.366.666% acima do limite tolerável, resumindo em números) engole quase 130 casas e seus malefícios se espalham pelas águas… e temos apenas 7 mortos?!

Coisas de Brasil.

Infográfico Lama Mariana
http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/as-consequencias-do-acidente.html

Enfim, sabendo que não podemos confiar nos dados oficiais, o Grupo Independente para Avaliação do Impacto Ambiental (GIAIA) – Samarco/ Rio Doce – iniciou por sua própria conta uma campanha de Crownfunding (financiamento coletivo) para uma equipe de cientistas elaborarem um relatório independente sobre o REAL impacto ambiental e se você ficou interessado em colaborar, visite a página da campanha.

O grupo de cientistas envolvidos nessa missão são o biólogo Dante Pavan (especialista em répteis e anfíbios formado pelo Instituto de Biociências da USP) e Viviane Schuch (bióloga e pesquisadora da Unifesp). Na verdade, esses mesmos pesquisadores já estão trabalhando no Rio Doce e coletando amostras da água e do solo para investigação. Tem uma página do GIAIA no Facebook para fazer o cadastro de voluntários e organizar as tarefas de coleta e analise em campo.

Todo esse desastre ambiental de proporções tão obscenas e de difícil solução, acabei lembrando do último episódio do seriado Família Dinossauros (que era bem inteligente, por sinal), onde a Era do Gelo se instala no planeta por conta de um verdadeiro Efeito Dominó, ocasionado por Dino da Silva Sauro (o Homer Simpson do período Jurássico) e a empresa onde ele trabalha, a Isso É Assim!

Como você pode ver na história, todo o eco sistema entra em colapso por causa da Empresa que lucra com isso… Sim, claro, tudo é bastante tragicômico, mas agora vemos que não é algo impossível. No caso de Mariana, a vida aquática morre por asfixia e a Flora dificilmente conseguirá se recuperar.

Colocar o Dino da Silva Sauro para causar a Era do Gelo ou botar o Homer Simpson para protagonizar um apocalipse nuclear são apenas alegorias engraçadas e exageradas de um perigo real:  Grandes Corporações podem destruir o Eco Sistema. Eu não estou dizendo que tudo foi de caso pensado, mas a coisa ta aí e a própria Samarco, mesmo que fosse atingida por uma irresistível onda de solidariedade, não tem condições de amenizar o sofrimento das famílias, imagina reestruturar toda a Fauna, Flora e todo o resto. E olha que o Ministério Público e a Samarco concordaram em R$ 1 bilhão para começar a compensar os danos

… Venhamos e convenhamos, tu acha que R$1 Bilhão dá pra começar?!

Fala isso pra quem perdeu familiares lá.

Fala isso pra quem perdeu tudo o que tinha lá.

Fala isso para quem escapou e ainda está lá.

Mexer com a Natureza é perigoso, fazer isso sem um “Plano B” é ainda pior e só quem paga a conta é o lado mais frágil da corrente. Pense nisso.

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