100 anos de A Metamorfose (Franz Kafka)

Do blog Pé de Azeitona – https://cursandohistoria.files.wordpress.com/2015/10/c3c89-franzkafka-ametamorfose-kamenrider.jpg

Em Outubro de 1915, o escritor tcheco Franz Kafka publicava no periódico alemão Die Weißen Blätter (As Folhas Brancas) uma de suas obras mais desconcertantes: A Metamorfose. Nela, conhecemos Grego Samsa, um caixeiro viajante que, numa determinada manhã, acorda e percebe que se transformou num inseto gigante.

Apesar de ser chamado de “barata” num dado momento da história, o autor não declara diretamente no que xavascas se transforomu o jovem Gregor.

A OBRA
Como eu já falei antes, A Metamorfose fala a  história de um homem que, por meio de um evento totalmente inusitado, se vê preso ao corpo de um Inseto gigante ou qualquer coisa parecida e com todos os empecilhos que uma situação como essa pode trazer.

Tipo não conseguir se comunicar com sua família (seus pais e sua irmã Grete), não conseguir entrar num cômodo sem assustar a todos, não conseguir se desviar de maçãs…

… sim, isso pode ser o diferencial entre viver ou morrer.

Eu não preciso dizer que o forçado isolamento social vivido pelo personagem é interpretado de várias formas. Aliás, outros escirtos de Kafka tem temática semelhante, onde o personagem está inserido em uma confusa situação e sem muitas condições de sair dela, como pode ser visto em O Castelo (repleto de difusas informações) e O Processo (Josef K é preso e não sabe o motivo).

A ideia do livro é, ainda, tão inquietante que sempre podemos encontrá-la adaptada para outros livros (tipo Desista – de Peter Kube), músicas (vem kafka comigo…) e Teatro também, e falando em adaptação de Metamorfose para o Teatro…

JAPÃO APRESENTA PEÇA DE TEATRO A METAMORFOSE VERSÃO ANDROIDE
Sim, uma adaptação futurista de A Metamorfose de Kafka foi lançada no Japão no ano passado e apresenta um Gregor Samsa na forma de um Androide de verdade. A empreitada foi possível graças a parceria entre Oriza Hirata (Diretor) e o especialista em robótica Hiroshi Ishiguro, que, inclusive, criou uma versão dele mesmo, só que na forma de um robô.

É mole, ou quer duro!?

Peça de teatro japonesa "Metamorfose versão Androide"
Peça de teatro japonesa “Metamorfose versão Androide”

De acordo com Hirata, “Procurei criar uma situação em que um robô conseguisse comover o público“. Os dois (Hirata e Ishiguro) já trabalharam juntos antes, em outras peças de teatro envolvendo robos.

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