Explosão de mina na costa de Dênia (Espanha) destrói importante região arqueológica

Um belo dia, você e seu pimpolho resolvem dar um mergulho em águas belas na costa de Dênia (Espanha), o clima é agradável e propício ao programa sugerido, quando… UAU, uma Puta bomba submarina gigante e coberta de algas, terra e bichinhos, de tanto tempo que ela está ali.

Os caras até tiraram uma selfie pra registrar momento tão singelo.

Explosão_Costa_Denia
Uma foto para a posteridade: Pai ,Filho e um artefato explosivo de forte impacto destrutivo

Normalmente as pessoas tem reações bem diferentes numa situação assim, tipo fugir ou entrar em pânico escandalizante, mas cada maluco com sua loucura.

Enfim, depois da Selfie, o mergulhador procedeu com seu dever cívico e informou do achado, a Unidade da Marinha local, então, procedeu com a ativação do artefato explosivo. Beleza, tudo tranquilo?!

Não mesmo!

UM PAPOCO DO CARÁI!
Primeiro que a tal Mina foi ativada a 300 metros da costa de Dênia (na praia de Marineta), essa distância pode parecer muita coisa, mas não é. Tanto que muitos bairros na cidade foram afetados pela liberação de energia da bomba, sem falar na cratera monstra que se abriu no local da detonação.

Eram 200kg de explosivo. Algo tão grande e projetado durante uma Guerra, certamente, faria um belo estrago.

Explosão_Costa_Denia (1)
Uma foto da Bomba encontrada próximo de Dênia

FALTA DE COMUNICAÇÃO
Em reportagens sobre o ocorrido, percebe-se a histeria da população por conta da falta de informação por parte das autoridades, nem mesmo a Polícia foi informada da situação. Pelo apurado, não há uma linha de protocolo do tipo “como alertar a população quando da detonação de artefato explosivo de alto grau de destruição” ou algo do gênero.

Pelo menos alertaram os banhistas antes de explodir tudo e isso já é muita coisa.

O fato de não haver um protocolo ou um procedimento operacional padronizado para situações assim gerou mais um problema: O arqueólogo Josep Antoni Gisbert já havia documentado a existência da bomba em 1993, quando trabalhava em estudo com especialistas da área, como Carmen Aranegui (Universidade de Valência) e Manuel Martin Bueno (Universidade de Saragoça), ambos especialistas em Arqueologia Subaquática.

Lembrando que a Universidade de Saragoça participou daquele estudo sobre as cavernas acústicas do levante de Valltorta.

Voltando, Josep aponta que a região onde a bomba foi detonada é rica no trabalho da arqueologia e questiona se as autoridades interessadas na manutenção do lugar (tipo o Museu Arqueológico de Dênia) foram avisados que, ali, local que abriga mais de cem pontos com restos de naufrágios ou depósitos romanos, seria detonada uma bomba de 200kg.

Pode parecer uma pergunta idiota, mas diante de tanta falta de comunicação, até eu fiquei curioso.

Ainda, o arqueólogo Josep Antoni aponta que a bomba seria da época da Guerra Civil Espanhola e, claro, não está no seu lugar original, mas que fora colocado na entrada dos portos e baias para impedir a entrada de inimigos.

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