Revista National Geographic divulga Ortofoto do naufrágio do Bou Ferrer

Olá mancebos, como estão?!

A Arqueologia é um processo bastante útil quando se quer ratificar informações sobre eventos ocorridos beeeem lá atrás (Ui!), pois há uma certificação dos fatos baseada em achados materiais (cerâmicas, armas, um Zigurate). Contudo, a metodologia usada na arqueologia convencional nem sempre é satisfatória, devido a alguma eventualidade que atrapalhe a pesquisa.

Tipo o oceano. As vezes, esse tantão de água sobre a região que você quer estudar pode ser um inconveniente. Pra sanar esses problemas, temos a Arqueologia Subaquática.

A menos que você seja o Aquaman ou o Percy Jackson pra suportar a pressão de trilhões de toneladas de água sobre seu corpo, mas isso seria priorizar uma minoria.

No mês de abril de 2015, a revista National Geografic apresentou uma reportagem sobre o naufrágio de Bou Ferrer (descoberto em 1999 e considerado um dos achados mais importantes da Espanha) com um trabalho que cria um mapa de toda a extensão do naufrágio.

ORTOFOTO
O que xavascas é uma Ortofoto?!

Bom, talvez você não saiba, mas Ortofoto são aquelas fotos que mais parecem um mapa da região. Para quem curte jogos e games, são aqueles mapas feito de várias fotos da fase onde a gente encontrava na Ação Games… nossa, essa é velha ,mas é o melhor exemplo que eu pude pensar.

Aqui está um exemplo de Ortofoto em games.

Poisé. Agora que você já sabe (ou tem uma vaga noção sobre) o que é uma Ortofoto, vamos em frente.

O TRABALHO
O responsável pela investigação é o professor Jaime Molina Vidal, do departamento de Pré História, Arqueologia, História Antiga, Filologia grega e latina. A Ortofoto abaixo é resultado do trabalho com mais de cem fotos tratadas numa técnica especial de fotografia digital tridimensional.

Ortofoto do naufrágio de Bou Ferrer
Ortofoto do naufrágio de Bou Ferrer

O trabalho, que contou com a ajuda do Patrimônio Virtual, rendeu quatro ortofotos (incluindo essa).

MAIS INFORMAÇÕES
O naufrágio ocorreu em Alicante (Villajoyosa),  que recebeu o nome de seus descobridores (José Bou e Antonio Ferrer) foi achado em 1999, contudo, as escavações iniciaram em 2006. Encontrado a 25 metros de profundidade e identificado como um navio Comercial, com quase 30 metros.

Já falamos sobre outros eventos da Arqueologia Subaquática como, por exemplo, o caso do Submarino I-400 japonês e o naufrágio de Uluburum, mas aqui trata-se da maior embarcação romana em escavação e com um incrível estado de conservação.

Na verdade, a embarcação está tão bem conservada que foi possível não apenas estimar sua capacidade (possivelmente cerca de 200 toneladas), mas foram contadas 2.500 ânforas (esses vasos enormes na foto) em um carregamento de Garum (um condimento derivado do peixe fermentado),além de lingotes de chumbo.

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