Mês da Mulherada – A Princesa de Ukok

Mumia_Princesa_Ukok

Depois da construção de um busto com base em suas medidas originais, a Princesa de Ukok tomou de assalto o cenário científico recentemente e já foi abordada anteriormente neste espaço virtual redundante.

Falar das mulheres nunca é demais.

Contudo, por tratar-se de uma Mulher (uma múmia preservada em terras geladas inóspitas, mas ainda mulher), resolvi tratar novamente do assunto no Mês da Mulherada, aproveitando o ensejo e engordando as postagens de Maio, o que me faz pensar que meu machista quinhão Fálico e Patriarcal está mandando bastante hoje.

Seja como for, vamos lá.

UMA PRINCESA NO GELO

Natalya Polosmak e a múmia da Princesa de Ukok.
Natalya Polosmak e a múmia da Princesa de Ukok.

No ano de 1993, a arqueóloga russa Natalia Polosmak encontrou o corpo de uma Mulher com cerca de 2.500 anos, bastante preservado por sinal congelado em regiões BASTANTE geladas da Sibéria, na Rússia.

Não, não é a Natassia, mãe do cavaleiro Hyoga.

Na verdade, a referida múmia foi encontrada nas Montanhas Altair, uma cordilheira da Ásia Central, que ocupa territórios da Rússia, China, Mongólia e Cazaquistão. Nessa região vivia um povo chamado Pazyryk apontado pelo historiador grego Heródoto, do Séc. V a.C.. O local onde a múmia foi encontrada chama-se Pergelissolo ou Permafrost (do inglês perma = permanente, e frost = congelado, ou seja: solo permanentemente congelado).

Basicamente, um terreno que, independente da situação, não descongela nem por um decreto.

Os pesquisadores acreditam tratar-se de alguém com notória ascensão cultural em sua Sociedade. Pelo pouco que se conhece da cultura Pazyryk, as tatuagens eram referência de santidade. O corpo da múmia é coberto por tatuagens ritualistas, onde percebe-se animais mitológicos entre os desenhos tatuados.

Desenho mostrando a disposição das tatuagens no corpo da Princesa.
Desenho mostrando a disposição das tatuagens no corpo da Princesa.

Por conta disso, ela foi gentilmente apelidada de Princesa de Ukok ou Siberian Ice Maiden.

Lerigooooo, lerigooooooo…

Reconheço que a piada não foi das melhores… mas quem liga?!

Seja como for, a Princesa Ukok apresentava outros fatores considerados importantes para definir se trata-se de uma Nobre ou Líder Espiritual. Além do fato de ser uma jovem (acredita-se que tinha por volta dos 25 anos quando morreu) com representações artísticas ritualistas na forma de tatuagens, também foi sepultada com seis cavalos e dois “guardas”.

Basta você fazer um pequeno paralelo com o que ocorre com os Faraós, que levavam pro túmulo uma caralhada de pertences. Em outras culturas, como a chinesa, quando um Imperador morria, era normal que seus encarregados fossem sepultados ainda vivos junto com o defunto.

Nessas horas, estar vivo é só um detalhe.

ESCULTURA DA PRINCESA
Conforme informado em uma postagem anterior sobre o assunto, Marcel Nyffenegger, um escultor suíço tratou de usar as medidas da múmia e, com elas, produziu um busto com as feições de como seria a princesa se fosse viva. Apesar de ressaltar que o nível de aceitação do resultado final chega até 75% de uma aceitação positiva, eu questiono.

Sim, eu sou aquele chato que sempre levanta a mão e questiona.

Logo abaixo temos a foto do busto produzido pelo suíço.

O Busto da Princesa de Ukok, pelo escultor suíço Marcel Nyffenegger.
O Busto da Princesa de Ukok, pelo escultor suíço Marcel Nyffenegger.

Putz, ela é a cara da Alanis Morissette.

Duvida?!

Alanis
Foto do Twitter da cantora Alanis Morissette.

Macacos me mordam!

Ui!

Morde aí não, pow, que eu gamo!

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