Descoberta – Possível local onde Jesus foi julgado é encontrado durante reforma em museu de Jerusalém

Normalmente quando você inicia um trabalho, mesmo tendo ao seu serviço os melhores conselheiros, engenheiros e funcionários dedicados a sua causa, mesmo com tudo tramando ao seu favor, ainda assim, as coisas podem não sair, exatamente, como se planeja.

Surpresas também fazem parte do trabalho. É o caso da descoberta arqueológica em Jerusalém, que pode mudar os rumos de uma das maiores peregrinações de Fiéis do Cristianismo. Eu estou falando do local onde ocorreu o julgamento de Jesus por Pilatos, onde o povão fazia a burrada de clamar por Barrabás, um saqueador FDP que estava preso.

Arqueólogos, Historiadores, Religiosos, curiosos e estudiosos da vida de Jesus (genericamente falando) se esforçam em reunir, não apenas provas de sua existência, mas recriar cenários de sua vida , independente do que é descrito no Novo Testamento. São passagens lindas onde o Nazareno mostra que veio fazer cumprir a Lei por sua maneira amorosa e misericordiosa de julgar, diferente das interpretações da época.

Quem não quer um pouco de Amor pra adoçar a vida?!

Já comentei, em outras oportunidades, que as melhores descobertas são feitas de forma desavisada, desprevenida, sem querer mesmo. Foi assim com a cidade de Troia e também foi assim com a Penicilina. Para a Arqueologia moderna, um dos cenários mais comoventes citados no Novo Testamento, finalmente, toma forma em nossa época.

A DESCOBERTA

A prisão conhecida como Kishle foi usada pelos Turcos Otomanos e Britânicos no passado
A prisão conhecida como Kishle foi usada pelos Turcos Otomanos e Britânicos no passado

De acordo com o Jornal The Washington Post , uma expansão no Museu Torre de David (localizado na Cidade Antiga de Jerusalém) há cerca de 15 anos atrás acabou revelando (depois de algumas escavações) uma prisão ou masmorra.

Shimon Gibson - Professor de Arqueologia
Shimon Gibson – Professor de Arqueologia

De acordo com Amit Re´em (Arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém), na referida prisão conhecida como Kishle (usada pelos Turcos Otomanos e Britânicos no passado) foram encontradas paredes de fundação e um sistema de esgotos pertencente a Herodes I, o Grande, além de utensílios da Era das Cruzadas e inscrições deixadas por prisioneiros da resistência judaica em 1940.

Só fazendo uma paradinha, vale lembrar que, da mesma forma que ocorria com os Faraós e ocorre, atualmente, com os Papas, os Reis de antigamente podiam carregar o mesmo nome, ou seja, você vai encontrar uns três Herodes na história do Cristianismo.

De acordo com Shimon Gibson (Professor de Arqueologia da Universidade da Carolina do Norte), o relato da Bíblia Sagrada (João 18:28), Jesus é levado ao “Pretório”, depois de levar umas cacetadas na presença de Caifás, o Sumo Sacerdote. Ainda, Gibson disse “Há, é claro, nenhuma inscrição informando que aconteceu aqui, mas tudo cai no lugar e faz sentido”

A VIA DOLOROSA E SUAS ALTERAÇÕES

Yisca Harani é especialista em Cristianismo e Peregrinação
Yisca Harani

É sabido que o percurso da Via Dolorosa (também conhecido como Estação da Cruz) já sofreu uma série de alterações, desde que as peregrinações ao local foram formalizadas. No período Bizantino, por exemplo, no período bizantino, por exemplo, a Via Dolorosa começou mais perto da área onde o museu agora está na parte ocidental da cidade.

Foi só a partir do século 13 que o ponto de partida mudou-se para a Fortaleza Antônia, conforme informado por Yisca Harani (especialista em Cristianismo e peregrinação) ao jornal The Washington Post.

A Via Dolorosa foi abordada pela Jornada Mundial da Juventude de 2013.

Yisca Harani, para quem não sabe, não apenas é uma pessoa bastante influente em assuntos do Cristianismo, mas Yisca foi premiada em 2013 com o The Mont Zion Award, um prêmio iniciado em 1986 e é ofertado de dois em dois anos (especificamente no dia 27 de Outubro) para pessoas que contribuíram de forma significativa para o relacionamento inter-religioso entre as Religiões Abraâmicas, ou seja, a Fé Judaica, a Fé Muçulmana ou a Fé Cristã.

Salvo engano, cerca de trinta pessoas foram agraciadas com o referido prêmio, no caso de Yisca, no ano de 1999, ela lançou uma iniciativa inédita para promover intercâmbios e encontros entre crianças árabes da Cidade Velha (Jerusalém) e crianças judias de Tel Aviv, destinadas a congregar os muçulmanos, cristãos e judeus.

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