Tragédia da Malaysia Airlines

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Sim, agora que a Copa do Mundo 2014 no Brasil já acabou (com uma atuação vergonhosa, porém, previsível, diga-se de passagem), temos assunto para conversar. Convenhamos que podia ser um assunto bem menos problemático.

Lembra do avião da Malaysia Airlines que tomou doril em março deste ano?!

Poisé, outro avião da referida empresa virou notícia com novo desfecho trágico para quase trezentos passageiros… contudo, agora sabemos o que houve com  o avião.

Ele foi abatido com um míssil.

Sim, você não leu errado! Um avião (um Boeing 777) foi abatido em pleno ar por um míssil com cerca de 298 pessoas dentro, quando sobrevoava uma região onde há forte conflito.

Ainda que o avião estivesse tão alto no céu. De acordo com a agência russa Interfax, o avião estava a 10km do solo(cerca de 33.000 pés), um míssil poderia facilmente derrubar o avião. Outras aeronaves foram abatidas dias antes do terrível evento com o Boeing 777 (aviões das forças armadas ucranianas modelo An-26 e Su-25 ).

Também não é a primeira vez que um avião civil é abatido em pleno ar.

COMO OCORREU?
O voo MH17 foi abatido enquanto sobrevoada a cidade de Donetsk, uma região de separatistas pro-Rússia que está em confronto com Kiev. A Malaysia Airlines informou que perdeu contato com o referido voo às 14h15 GMT (11h15 de Brasília) a cerca de 50 km da fronteira entre Ucrânia e Rússia.

Kiev acusa os separatistas que, por sua vez, rebatem a culpa. A rota, apesar de ser conhecida pela turbulência em terra, foi aprovada pela Organização Internacional de Aviação Civil, inclusive, o ministro em Kuala Lumpur aponta que outras aeronaves usaram a mesma rota horas antes do ataque.

Apesar dos pesares, o “declarado” primeiro ministro de Donetsk, Alexander Borodai, anunciou trégua para facilitar investigações.

MAS, PORRA, UM MÍSSIL?!
Sim… ao que tudo indica, o Voo MH17 foi, de fato, derrubado por um ataque de míssil, de acordo com o  Serviço de Segurança da Ucrânia, que garante ter registros telefônicos entre separatistas pro-Rússia e a Inteligência Militar de Moscou, conversando sobre o assunto.

Pelo que me consta, o tipo de míssil que pode ter sido usado para abater o vôo Malaysia Airlines é um míssil Buk, tecnologia introduzida pela primeira vez em 1979.  De acordo com a fabricante, um míssil Buk pode alcançar a absurda velocidade de 1.200 metros por segundo.

E eu que tinha medo do Tomahawk.

O pior não é imaginar um avião civil ser abatido por um míssil, já que as pessoas simplesmente não morrem instantaneamente. Há relatos de que, após um grande clarão, estrondo ensurdecedor e a explosão que sacudiu todas as casas da região, logo veio uma chuva de destroços do avião e, também, de corpos.  Plantações, ruas, hortas e alguns corpos chegaram a atravessar o telhado de casas.

VÍTIMAS, MUITAS VÍTIMAS
Antes que perguntem, ainda não há certeza de haver algum brasileiro entre as vítimas deste trágico evento, pois existem algumas pessoas sem a nacionalidade reconhecida (41).

Sabe-se que a maioria dos passageiros é de origem holandesa (154). Ainda, 27 australianos,  43 malaios (incluindo 15 tripulantes e duas crianças), 12 indonésios (incluindo uma criança), 9 britânicos, 4 alemães, 4 belgas, 3 filipinos e 1 canadense. Também tem o triste caso da família que perdeu pessoas próximas nesta tragédia da Malaysia Airlines e na tragédia ocorrida em março/14.

Joep Lange - Um dos maiores nomes no estudo da AIDS e HIV estava no Voo MH17
Joep Lange – Um dos maiores nomes no estudo da AIDS e HIV estava no Voo MH17

Entre as vítimas listadas acima, havia 100 cientistas que se dirigiam para a Conferência Internacional sobre a Aids, na Austrália. Entre eles, estava Joep Lange (60 anos), um dos maiores especialistas sobre AIDS e HIV de nossa época. Pra você ter uma ideia, ex-presidente da Sociedade Internacional da AIDS (IAS), foi ele que levantou a bandeira pela redução de custos do tratamento para os países mais pobres (reconhecido mundialmente na luta contra a AIDS na África), além de dedicar 30 anos de sua vida em estudos da doença.

Sim, foi uma gigantesca perda na luta contra a AIDS.

TROCANDO FARPAS
Como já foi mencionado anteriormente, as acusações correm de um lado para o outro. Vladimir Putting (Rússia) e Petro Poroshenko (Ucrânia) protagonizam uma série de acusações entre si e negam qualquer envolvimento com o caso.

Autoridades americanas já bateram o martelo: Foi, de fato, um míssil o responsável pela queda do Boeing 777, contudo, fica um tanto difícil descobrir de onde veio o ataque, já que tudo ocorreu na divisa.

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