Google homenageia Mary Anning (Paleontóloga)

Google homenageia Mary Anning (Paleontóloga)

Como não poderia deixar de ser, a Gigante da Internet, Google, deu o ar da graça e dispensou mais uma de suas rotineiras homenagens.

O DOODLE
O Doodle de hoje é para comemorar o aniversário da paleontóloga britânica Mary Anning (21/05/1799). Entre suas grandes descobertas, a maior (literalmente), sem dúvida, é o achado do fóssil de um Ictiossauro de 05 metros.

Na verdade, o Ictiossauro não é um dinossauro,mas uma ordem de animais marinhos, uma espécie que abrange muitas outras criaturas. É como dizer que você tem um cachorro, quando, na verdade, você tem um São Bernardo.

Entende?

UM POUCO SOBRE MARY ANNING
Mary tinha apenas 12 aninhos quando fez a descoberta do referido fóssil, Achado no penhasco de Dorset (Reino Unido), e vale ressaltar que o primeiro fóssil de Ictiossauro encontrado foi o dela.

Nossa, que fofura!

Curiosamente, a vida de nossa amada trabalhadora foi repleta de muitos achados de fósseis, contudo, apenas de repteis marinhos como o plesiossauro, e um dos primeiros fósseis de pterodáctilo, pelo que me consta, ela nunca achou nenhum “Dinossauro”.

Não se pode ganhar todas.

Mary Annin

PRECONCEITO
Apesar de ser, desde pequena, uma promessa no mundo da Arqueologia, Mary Anning acabou sofrendo o preconceito básico que é direcionado ao seu gênero. Impedida completamente de participar da comunidade científica da Grã Bretanha do século XIX (pobre e mulher, não teria a menor chance de crescimento) ela lutou financeiramente por grande parte de sua vida.

E você, linda mulher, achando que sofre descaso atualmente…

De família pobre (pai marceneiro, morreu um ano antes dela descobrir o primeiro fóssil) e como dissidentes religiosos estavam sujeitos a discriminação legal e nem sempre recebia todo o crédito por seu trabalho. Há um livro que parece muito interessante chamado Seres Incríveis (leia uma charmosa resenha no Biblioteca Empoeirada) e mostra esse lado mais “pessoal” de nossa heroína.

Seu único escrito científico publicado em toda a sua vida apareceu na  Magazine of Natural History em 1839, um trecho de uma carta na qual Anning tinha escrito ao editor da revista questionando uma de suas reivindicações. Depois da sua morte, no dia 09 de março de 1847, sua história de vida incomum atraiu interesse crescente. Charles Dickens (o cara que escreveu Oliver Twist), em 1865, comentou que “a filha do carpinteiro conquistou um nome por ela mesma, e mereceu conquistá-lo.”

Em 2010 a Royal Society incluiu Anning numa lista das dez mulheres britânicas que mais influenciaram a história da ciência, com livros que falam sobre sua vida e você, caso esteja interessado. Suas descobertas estão expostas no Museu de História Natural de Londres.

UM POUCO MAIS…
No site da BBC existe uma página onde você pode encontrar, de forma muito didática, informações interessante sobre nossa querida e batalhadora paleontóloga. Clicando aqui, você terá acesso a vídeos, imagens e textos… tudo em inglês.

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