Edifício Joelma: Aniversário, incêndio e Espiritismo

joelmaHoje, 1º de fevereiro, um dos maiores incêndios da história de nosso país completa 40 anos. O Edifício Joelma (atualmente chamado Edifício Praça da Bandeira) pegou fogo na manhã de uma sexta-feira, vitimando cerca de 190 pessoas que trabalhavam no local.

Ainda rola uma aura de misticismo no Edifício Joelma, devido a outros eventos ocorridos naquele perímetro.

EDIFÍCIO JOELMA E O INCÊNDIO

Acredita-se que a causa do incêndio foi um curto-circuito em algum dos aparelhos de ar-condicionado localizado no 12º andar, contudo, o que podemos ter certeza é que o estofamento usado para as divisórias, os carpetes, cortinas, móveis de madeira… enfim, praticamente tudo dentro dos pavimentos do edifício estava pronto para contribuir para transformar um curto-circuito em uma tragédia.

Tanto que as chamas tornaram-se incontroláveis quinze minutos depois.

Escada Magirus
Caminhão de Bombeiros equipado com escada Magirus

Transeuntes, bombeiros, PMs, vizinhos e até mesmo aqueles que conseguiram escapar da tragédia foram testemunhas de um evento assustador. Muitos morreram asfixiados, outros, diante do desespero, acabaram por jogar-se do alto do prédio. Carros de bombeiros com a escada Magirus não alcançavam os andares mais elevados.

A temperatura extremamente elevada, segundo especialistas da época, variava entre 600 e 900 graus.Para você ter uma ideia do que eu estou falando, um corpo exposto nessas condições fica tão fragilizado que até a água usada pelos bombeiros poderia destruir o corpo.

Sem qualquer condição de passar pelo 12º andar, onde iniciou o fogo, muitos usaram o elevador para escapar das chamas, o que funcionou até certo tempo e, inclusive, esse ato nada recomendado atualmente salvou muitas vidas.

Depois de controlado o fogo, ainda haviam pessoas em pânico que se jogavam do ultimo andar do Edifício Joelma. Cartazes eram improvisados pela população que, na intenção de auxiliar, tentavam informar que era questão de tempo a salvação.

O programa Linha Direta Mistério comentou sobre o caso.

Contudo, aquela manhã de fevereiro de 1974 ficou marcada com a morte de 190 pessoas… entre eles, 13 pessoas que morreram no elevador do Joelma seriam parte de muito mistério.

O TÚMULO DAS 13 ALMAS E OS MISTERIOSOS GEMIDOS

As 13 pessoas encontradas mortas dentro do elevador não puderam ser identificadas, pois foram completamente carbonizadas. Na época, estudos envolvendo DNA ainda não estavam totalmente desenvolvidos, o que impossibilitou o uso desse método na identificação.

Acabaram sendo enterradas assim, sem serem identificadas no Cemitério de São Pedro (SP).

Acontece que, de repente, as pessoas que visitavam o cemitério, começaram a ouvir gemidos e gritos que pareciam vir de dentro dos 13 túmulos.

Depois de jogar água nos túmulos, os gritos e gemidos cessaram.

COMUNICAÇÃO ESPÍRITA

Muitas pessoas morreram no incêndio e tiveram dificuldades em receberem um sepultamento adequado, ainda, tiveram uma ruptura na sua trajetória terrestre interrompida de uma forma violentíssima. Entre essas pessoas, está a professora Volquimar Carvalho, que morreu aos 21 anos no incêndio do Edifício Joelma.

Volquimar Carvalho
Volquimar Carvalho

A família de Volquimar é Espírita e, dentro da doutrina espírita, a morte é uma passagem para outro plano e a comunicação com os mortos não apenas é algo relativamente normal, mas, as vezes, é necessária, como é o caso de Volquimar. Em cartas psicografadas por Chico Xavier, Volquimar narra a própria morte e a sua passagem para o plano espiritual. A história virou o filme Joelma 23º Andar, considerado o primeiro filme espírita da história.

Comenta-se que o incêndio foi um desencarne coletivo.

Mas ainda não é tudo. Uma tragédia ocorrida no terreno onde foi erguido o Edifício Joelma foi palco de um violento assassinato, sem explicação. Acredita-se que o local é amaldiçoado.

O CRIME DO POÇO

No dia 23 de novembro de 1948, antes de existir o Edifício Joelma, naquele terreno havia uma casa onde morava um homem chamado Paulo Ferreira de Camargo (Departamento de Química da USP) que, reza a lenda, tinha constantes brigas com a mãe e duas irmãs por conta da não aceitação de um romance dele com uma enfermeira.

Outros dizem que a mãe de Paulo estava doente e houve desentendimento sobre quem teria de cuidar da mulher. Independente disso, a verdade é que Paulo, antes de ocorrer o crime, solicitou a escavação de um poço.

De acordo com o próprio químico, seria para suas pesquisas.

Depois de terminado o trabalho, a família de Paulo Ferreira foi assassinada pelo próprio Paulo (é o que se acredita). Depois de descoberto local de ocultamento dos corpos, Paulo Ferreira pediu para ir ao banheiro e, lá dentro, suicidou-se com um tiro no peito.

As pessoas associam os seguidos fatos, como desencadeadores de energias negativas que se acumulam e acabam atraindo eventos negativos, destrutivos, horrorosos.

Como o incêndio do Edifício Joelma.

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