O Tempo e o Vento – Parte 02

o tempo e o vento

Novamente, estamos acompanhando a exibição de O Tempo e o Vento, adaptação de Jayme Monjardim para as telonas e, agora, virou minissérie em três capítulos nas mãos da Rede Globo.

Antes de qualquer coisa, eu quero me desculpar. Na postagem passada, fiz a cagada de dizer que a adaptação era somente para a primeira parte da história, O Continente, contudo, percebe-se que a história logo avança para a parte seguinte, O Retrato, onde surge o Pitboy das redondezas, o Capitão Rodrigo Cambará.

Ah, eu também lembrei que o personagem do Thiago Lacerda na Terra Nostra não se chama Tony, mas Matteo. Isso é o que dá confiar na memória e não consultar o Google ou o Wikipédia.

Gomenasai[1]

Sim, eu reconheço que sou tão útil quanto uma cédula de R$3,27 durante a Segunda Grande Guerra Mundial, mas eu avisei que não era bom em contar história. Fica avisado, novamente, que fracassarei novamente logo. Agora podemos voltar ao resumo do episódio de hoje.

Quer dizer… de ontem.

Onde paramos?!

E NA NOITE DE QUINTA…
Ah sim, a filha do Fábio Junior presencia o assassinato de quase toda sua família nas mãos de sanguinolentos coadjuvantes, os castelhanos, que logo trataram de iniciar atividades pouco cristãos com a moça. Essa cena merece uma paradinha rápida para reflexão. Entenda que, na versão anterior, Ana Terra (personagem da Cleo Pires) era interpretada por Glória Pires e, claro, ela também fez a cena do estupro.

Não achei a  cena do estupro pra postar aqui…

… ainda bem!

Contudo, em entrevista, Cleo Pires mostrou que exorcizou seus demônios internos e acabou conseguindo proceder corretamente. Uma matéria interessante pode ser vista aqui.

Valeu bicha do bocão!

De um lado, Cleo Pires com a cesta, do outro, a mãe Glória Pires
De um lado, Cleo Pires com a cesta, do outro, a mãe Glória Pires, ambas no papel de Ana Terra

Voltando ao assunto, a residência onde vivia Ana Terra e sua trupe é incendiada e deixada para trás. Depois de perceber que ainda estava viva, Ana Terra vai atrás de seu pequeno rebento, Pedro Terra, que ficou escondido nas cavernas da região, escondido e protegido da sandice de meia dúzia de castelhanos barbados e sem compromisso com o respeito alheio.

E eu achando que a coisa tava perigosa atualmente.

Ana Terra tenta retomar sua vida como pode, mas não dá pra extrair muita coisa. A melhor saída é migrar, mudar, apontar novos horizontes e é nessa hora que Pedro Terra encontra um comboio direcionado para uma nova cidade: Santa Fé. Nessa cidade, ainda engatinhando, será o palco de uma rivalidade intensa entre o Capitão Rodrigo Cambará (vulgo Tony/Matteo) e Bento Amaral, sucedida por sangrentas batalhas ocorridas na Revolução Federalista.

Falando no Tony/Matteo…

Capitão Rodrigo Cambará
O belicoso e galanteador sorridente  Capitão Rodrigo Cambará

Ele é o estereótipo do bravo gaúcho. Um soldado já calejado de tantas batalhas logo encontra em Santa Fé um lugar interessante para descansar suas armas e fixar terreno. Forte e disposto, conta com sua risada frouxa para cativar aqueles que cruzam seu caminho. Mas não se engane! Por trás do sorriso fácil e da presteza de Tony/Matteo, está um potente lutador que gosta de um bom combate… bem cruel, mas não diminui o show.

Bento Amaral é o cuzão da trama
Bento Amaral é o cuzão da trama

O fundador da cidade, o Coronel Ricardo Amaral, teve um bisneto chamado Bento Amaral. Portador de uma fama não muito interessante na região (a minissérie deu a entender que Bento Amaral não passa de um covardão amparado por seus comparsas), Bento Amaral arrasta asa para o lado de Bibiana Terra, filha de Pedro Terra, o filho de Ana Terra que escapou dos castelhanos coadjuvantes apontados no início da postagem.

Sim, com efeito, avançamos bastante na história de hoje. E ainda tem mais!

Pois bem, Bibiana (interpretada por Marjorie Estiano) resolve se apaixonar logo pelo galã de Terra Nostra e este achou que seria uma boa ideia se atrever a cortejar a moça em praça pública. Bento Amaral logo mete a mão na cara do Tony/Matteo e está firmada a contenda.

O que deixa a trama mais legal, vale ressaltar.

A chibata come solta em um cemitério da região, claro, por se tratar de um desafio de morte, é natural que ambos se matem próximo do local onde darão fim no corpo que é pra não dar trabalho pra ninguém. As armas são definidas: Adagas. Armas de fogo não foram entendidas como recurso alternativo, contudo, Bento Amaral só ganha a luta depois de meter uns tiros no pobre Tony/Matteo. O que não impede nosso herói sorridente de grafar parte das iniciais de seu nome no rosto de Bento Amaral.

Era pra ser um R de Rodrigo, mas fica um P de Putaquepariufilhodaputaatirouemmim!

A cena da luta entre Bento Amaral e Rodrigo/Tony/Matteo
A cena da luta entre Bento Amaral e Rodrigo/Tony/Matteo

O Projac quase perdeu um galã… quase! Tony/Matteo provou que vaso ruim não quebra e logo ele cata a ex roqueira da malhação Bibiana e aumenta a população de Santa Fé. O problema é que ele não aguenta o rojão e as asperezas da vida de um Pai. Quando Bibiana mais precisa, o momento em que sua filha Anitta (PRE-PÁRA!)mais nova está morrendo, Tony/Matteo bota sua viola no saco e sai a procura de aventuras e sexo fácil e jogos de azar.

O capítulo termina com a morte da pequena Anitta (PRÉ-PÁRA!), o valente soldado chorando copiosamente aos pés do móvel onde está o corpo sem vida do bebê. Uma cena um tanto pesada, chocante, mas necessária. Na verdade, o Capitão Rodrigo e Ana Terra são os alicerces da lição de superação e manutenção da moral e da missão das pessoas. Com efeito, dá pra extrair bastante coisa desses dois.

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