Adly Mansur assume presidência no Egito

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Para quem não andou ocupado demais tirando a poeira do seu sentimento nacionalista e patriota, segue algumas informações sobre a saída de Mohammed Morsi da presidência do Egito.

A política do Egito toma novamente o cenário mundial e, novamente, por causa de manifestações que muitas vezes são violentas e atingem todos os cidadãos diretamente. Para quem não sabe, os egípcios acompanharam as passeatas brasileiras por um governo menos corrupto e que tenha dó do bolso do trabalhador brazuca, aliás, o Egito expressou apoio as manifestações no Brasil.

Você, que compareceu a todas as passeatas pacíficas e achou truculenta a postura do governo, saiba que no Egito a coisa pegou fogo.

Literalmente.

CONFLITO ENTRE GRUPOS
Os conflitos que lá ocorrem são ocasionados por grupos que apoiam a atual presidência e grupos que exigem a saída de Morsi, pelo menos cinco mortes foram confirmadas. Cidades da região norte foram palco de muita violência entre os dois grupos, em Alexandria, sedes da Irmandade Muçulmana foram incendiadas e mais de duzentos feridos foram confirmados, além de dois mortos. Entre eles, Andrew Driscoll (21 anos) foi assassinado com golpes de faca, enquanto gravava o tumulto.

Ele era professor de inglês em uma escola do primário.

A Embaixada Americana no Egito, depois de divulgada a morte de Andrew Driscoll, autorizou a saída imediata de familiares do estudante assassinado, além de funcionários da embaixada.

Abdel Fattah Al Sisi
Ministro da Defesa Abdel Fattah Al Sisi em pronunciamento no Egito

INTERVENÇÃO MILITAR
Diante de tanta violência entre os cidadãos por conta de política, os militares interviram novamente na vida dos egípcios. A praça Tahrir (cartão postal das manifestações egípcias desde a Primavera Árabe) foi tomara por mais de vinte milhões de pessoas que acompanharam o pronunciamento do Ministro da Defesa Abdel Fattah Al Sisi (foto ao lado).

Em seu pronunciamento, o ministro fez questão de afirmar que as Forças Armadas egípcias não formarão um partido político, mas estão ali para defender a integridade dos cidadãos, visto que os conflitos estão tomando proporções assustadoras.

Vinte milhões de pessoas…

… ainda sobre o discurso, será criado um roteiro que, com a participação de todos (principalmente a juventude egípcia), será elaborado um governo que atenda todas as necessidades da nação. Fechando, as Forças Armadas deram um ultimato com prazo de 48 horas para Morsi atender adequadamente todas as reivindicações do povão.

Aprende Brasil!

Depois disso houve festejo, cânticos e gritos exigindo a queda da Irmandade Muçulmana, basicamente. Apesar da felicidade geral da nação, o clima acabou fechando em alguns momentos e oscilou entre festa e quadros de conflito entre grupos rivais.

O Ministério da Saúde contabilizou vinte mortos e novecentos feridos desde o domingo.

ADLY MAHMUD MANSOU ASSUME PRESIDÊNCIA NO EGITO
Conforme informado anteriormente, as Forças Armadas egípcias pressionaram Mohamed Morsi a atender as solicitações do povo, com prazo de 48 horas. Bem, o prazo expirou e Mohamed Morsi foi deposto de seu cargo de presidente, dando espaço para Adly Mansou (presidente do Tribunal Constitucional do Egito), durante o período de transição.

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Manifestantes egípcios comemoram a queda de Morsi

Ainda em seu pronunciamento, Abdel Fattah Al Sisi delineou um roteiro para os próximos meses, conforme informado anteriormente:

  1. Suspensão da Constituição e a formação de um comitê para verificar alterações irregulares na Constituição.
  2. A realização de eleições presidenciais antecipadas, convocadas pelo próprio Mansou.
  3. A criação de um governo de coalizão nacional, a fim de atender a todas as aspirações.

Após a declaração do Chefe Militar, o Papa copta Tawardors II e Grande Ímã da Universidade de Al-Azhar, Ahmed El-Tayed, e Dr. Mohammed El-Baradei (o porta-voz da revolução de 30 de Junho) aprovaram o roteiro. Falando sobre a Revolução de 30/06, o Presidente Mansou afirmou que esta revolução corrigiu a Revolução de Janeiro de 2011, ocasião em que Hosni Mubarak foi deposto.

A Irmandade Muçulmana será bem vinda para ajudar na organização do novo governo, de acordo com o presidente interino. Sobre o ex-presidente, Mohamed Morsi, militares afirmam que ele está detido “preventivamente” junto de sua junta de políticos, porém, seu paradeiro é um mistério.

Tomou Doril.

 

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