Mês da Mulherada – Lisístrata

Mulher Forte

Eis um fato que você, macho alfa, deve aprender: Mulheres jogam pesado.

As mulheres não se importam se você manda no pedaço, não se importam se as feras mitológicas asselvajadas se curvam diante de seu braço potente e definido, tampouco se importam se toda a comunidade ao seu redor te obedece cegamente, desde que você tenha entendimento do seu lugar na hierarquia dentro de casa: Você manda em todo mundo, mas ela manda em você.

Mulheres tem esse poder todo especial de fazer você sentir um peso monstruosamente impactante na sua consciência quando você se desentende com ela, mesmo quando você está coberto de razão, vai por mim, quando eu digo que é melhor viver feliz do que viver tendo a razão.

Também temos nossa grandeza em reconhecer tais fatos e mostramos um desprendimento de nossas convicções para vivermos uma vida tranquila ao lado delas…

…quer dizer, dela, sua esposa, digníssima e única, claro. Onde eu estava com a cabeça?!

Poisé, mencionei tudo isso para tranquilizar os machos dominadores que resolveram ler esta postagem (não chamarei de artigo, pois muita gente se incomoda com isso, vai entender), na intenção de acumular qualquer conhecimento sobre o mundo feminino. Há mulheres que resolvem intervir no mundo fálico e fazem isso de forma tão brutal e colérica que, realmente, independente de nossa superioridade genética, moral e intelectual (cientificamente comprovada), não temos outra alternativa a não ser baixar a cabeça e obedecer.

Sim, eu sou machista, nem aparo os pêlos das axilas nem levanto a tampa do vaso!

Certas intervenções femininas fariam torturas medievais parecerem um passeio no parque de diversões com tudo pago na Disneylândia. Intervenções tipo Greve de Sexo.

Lisistrata
Capa da edição de Lisístrata, da Coleção L&PM POCKET

Sério, quando paro para pensar sobre o assunto, me dá aquele frio na barriga e na coluna, tal privação não é algo negociado sequer pelas entidades divinas das antigas civilizações. Chega a ser desumano, é como evitar que o muçulmano tenha sua viagem obrigatória até Mecca ou privar um egipcio de ser mumificado. Para você ter uma ideia de como a privação do prazer sexual é algo que desnorteia qualquer homem macho, há um livro chamado Lisístrata, escrita por Aristófanes (444-385 a.C.) e ambientada na Guerra do Peloponeso, basicamente a história conta o momento em que as mulheres resolvem intervir na richa militar e masculina, deixando toda a macharada sem transar até que a guerra se encerre.

Garotas malvadas!

Existem várias adaptações sobre o tema, além dos livros e peças de teatro divulgadas na internet, existe um filme muito estranho (vi com minha esposa) onde as personagens da pelicula, diante da greve de sexo, acabam dando a ré no quibe. Algo bizarro, diga-se de passagem.

Em outros momentos, a greve de sexo parece ser uma abordagem que resolve os problemas, visto que recentemente foi usada novamente, agora, para acabar com a Segunda Guerra Civil da Libéria, o movimento pacifista (que de pacifista não tem nada, é uma abominável prisão sem paredes) liderado, entre outras mulheres, por Leymah Gbowee (falarei sobre esta grande mulher e a resolução desta guerra em outro momento), ativista africana.

Leymah-Gbowee
Esta é Leymah Gbowee, uma das idealizadoras do movimento pacifista “No Sex” durante a Segunda Guerra Civil liberiana. Cuidado com ela!

Conforme mencionado anteriormente, Leymah é uma ativista com grande influência nas bandas de lá. Entenda o curriculum da moça (informações do Wikipédia):

  • Mestre em Transformação de Conflitos pela Universidade Menonita do Leste em Harrisonburg (Virgínia).
  • Diplomas em Prevenção de Conflitos e Formação em Consolidação da Paz pelo Instituto das Nações Unidas, Centro de Cura do Trauma das Vítimas da Guerra (Camarões), e Educação Pacifica Não-Violenta (Libéria)

É mole, ou quer duro?!

Seja como for, ainda acho uma abordagem muito intrusiva e que, muito provavelmente, pode deixar sequelas na vida de um homem, mesmo os mais sérios, centrados e maduros. Ainda bem que não cheguei a ser vitima de tal atrocidade, não desejo isso nem ao meu mais mortal inimigo…

… na verdade, desejo sim! Sou um pérfido cretino, eu sei.

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