Decifrando o idioma Proto Elamita

manuscritoQuem nunca passou vergonha ao trabalhar numa tradução?!

Seja em uma prova de  Idiomas (dessas que enfrentamos no colégio), seja em situações mais complicadas e importantes que a vida apresenta, a Tradução sempre foi um problema para as pensantes formas de vida baseada em carbono.

Imagine quando este Idioma for quase totalmetne desconhecido da comunidade cientifica.

A Decifração (termo que melhor se aplica neste caso) pode ser alcançada quando encontramos pistas desse Idioma durante a História (a Pedra de Rosseta na tradução dos Hieróglifos e Rocha de Behistun na tradução da escrita cuneiforme), o que acaba sendo uma mão na roda na hora de aprender como funciona a mecânica de um Idioma que caiu em desuso ou, simplesmente, foi aprimorado por outras civilizações em uma eventual colonização.

E quando não existem ferramentas ou pistas para seguir? Um bom exemplo seria o enigma da escrita Proto Elamita.

Escrita Proto Elamita
Foto de uma tabuinha com a escrita Proto Elamita

TRABALHO DE DECIFRAÇÃO
Mais de 1.600 tabuinhas de barro (divididas entre o Museu do Louvre e o Museu do Irã) contendo essa escrita cuneiforme, considerada a escrita mais antiga da história ainda sem decifração, serão disponibilizadas na grande rede em fotos de alta definição para o estudo e palpites de Cientistas, Linguistas e curiosos de toda a sorte.

 

Na verdade, a ciência moderna já entende alguns padrões do idioma, porém, estima-se que entre 80 e 90% deste idioma ainda é um tremendo mistério.

Eita porra!

O tal do sistema de escrita era usado apenas no âmbito administrativo e em documentos da agricultura, seu uso restrito ocasionava a lenta absorção intelectual do idioma pelos homens da época (as tabuinhas apresentam muitos “erros de ortografia”, o que dificulta circunstancialmente a tradução).

Outro ponto importante a ser considerado é que o idioma Proto Elamita parece ser um sistema mais complexo do que se imagina. Para você ter uma ideia, ele parece dispor caracteres que identificam silabas (diferente dos Hieróglifos que apresentam em seu sistema de escrita caracteres pictóricos para facilitar a transmissão da ideia). As vezes, um hieróglifo de uma coruja quer dizer apenas que o texto fala de uma coruja, entenderam?!

O Dr. Jacob L. Dahl, membro da Faculdade de Ciências Orientais (Oxford) lidera a equipe que se esforça para traduzir as tabuinhas. Na verdade, o Dr. Jacob detém um vasto curriculum quando o assunto vem a ser antigas civilizações: Especialista em culturas pré-clássicas e linguagens do oriente próximo, além de escrever sobre o sistema sócio-econômico babilônico e literatura suméria.

É mole, ou quer duro?!

ACORDA PRA TRADUZIR
Sites estrangeiros já consideram a empreitada audaciosa do Dr. Jacob Dahl uma aventura que faria o Indiana Jones ter orgasmos multiplos. Quem sabe algo de bom pode realmente emergir disso tudo. Ficou curioso e quer tentar?! Então vá para o site do CDLI (Cuneiform Digital Library Initiative).

Lembando que nossa história apresentou esse tipo de cenário por diversass vezes: O Neues Museum (onde estava o Busto de Nefertiti durante a Segunda Guerra) foi bombardeado e o referido artefato quase foi pro brejo.Ainda na Segunda Guerra, quando os russos marcharam sobre a Alemanha Nazista (1945), o famoso “Tesouro de Príamo” encontrado na “possível” cidade de Troia, descoberto por Schliemann, foi espoliado e levado até Berlim. A própria Pedra de Roseta foi alvo de confronto entre exércitos durante as Expedições Napoleônicas. Em exemplos mais recentes, o Museu do Cairo que teve algumas peças do acervo danificadas durante a Primavera Árabe.

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