FIM DE ANO – O Natal de sempre

Nicola

Todo ano é a mesma coisa: O feriado comercial mais badalado de nossa peregrinação terrestre continua bombando e atualmente extrapola os limites culturais milenares e genéticos. O que eu quero dizer com isso é que os asiáticos curtem o natal de forma tão intensa quanto a gente, caso você tenha tempo disponível, basta verificar nos jornais internacionais ou vídeos de festejos nipônicos no Youtube.

Muitos animes já retratam essa realidade com especiais natalinos.

A questão é que o Natal, conforme eu venho batendo nessa mesma tecla todo ano, é um feriado comercial. O natal existe para você, pequeno gafanhoto, pegar seu rico dinheirinho e torrar sem dó nem piedade em presentes, festas, comes e bebes, enfim, entregar-se ao consumismo delirante que a data propõe. Para quem não sabe, o Papai Noel (Santa Claus na terra do Tio Sam) é, na verdade, São Nicolau, um santo russo, protetor dos guardas noturnos, porém, com suas excentricidades que não estão assim, digamos, de acordo com sua qualidade de “Santo”. Com efeito, pretendo falar sobre isso mais tarde. O pior é que a maioria esmagadora das pessoas não está “nem aí” para esses fatos, outros sequer se atrevem a procurar saber onde moram as mentiras e os fatos que já estão definidos por convenção. Outros não ousam e não questionam, aceitam tudo sobre o fascínio da data, iludido pelas luzes de natal que ofuscam a cidade e as opiniões. Somos guiados pelas musicas natalinas, somos guiados pelo consumismo como o Flautista de Hamelim guia os ratinhos, nós, para o abismo, que é a ausência da crítica.

Aliás, o “Bom Velhinho”, da forma como o vemos atualmente, é obra da Coca-Cola. Creio que seja a maior colaboração que uma empresa pode dar para customizar o feriado mais comercial de nosso calendário.

Fatos assim me fazem matutar sobre duas situações distintas: Ou as pessoas de nossa sociedade não estão interessadas em entender os fatos que, indiscutivelmente nos levam a uma verdade em sua simples plenitude, ou eu estou me comportando de forma reprovável este ano.

Provavelmente não terei presentes este ano outra vez.

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