Um delírio sobre o dia do Deficiente Físico

Para quem não sabem, hoje (dia 11/10) é considerado o Dia Nacional do Deficiente Físico. Tudo iniciou (posso estar errado) com o Projeto de Lei nº 196/79 que logo virou a Lei nº 2.795/81. Nela fica definido, pelo governo do estado de São Paulo, o dia do deficiente físico (anualmente) nesta data. Ser um deficiente em um país onde o descaso com os “normais” é visível não parece ser uma das melhores coisas que podem acontecer na vida de um brasileiro, porém, já dizia a sabedoria popular “Sou brasileiro e não desisto nunca”, as barreiras e o descaso parecem que estão se acabando aos poucos, bem aos poucos mesmo, quase que pedindo licença.

Melhor que nada.

Seja como for, a política tupinikin está moldando sua realidade aos deficientes, tentando dar qualquer tipo de conforto ou facilidade que antes era negada com extrema grosseria e afronta. Hoje já existem acessibilidade (bem escasso, mas tem), hoje já temos tecnologia para sanar as barreiras dos deficientes (para quem tem dinheiro, mas temos), hoje os contratos de mão de obra já exigem um percentual para deficientes físicos contratados e hoje já temos até esportistas deficientes fazendo bonito aí no mundo.

Agora sendo sincero, o Brasil foi muito melhor nas para-olimpíadas.

A história da humanidade está repleta de homens que venceram, mesmo com as limitações físicas. Ainda hoje, temos exemplos de homens que conseguem manter um alto nível e brigar em pé de igualdade contra aqueles que consideramos “normais”. Um bom exemplo disso é o lutador Nick Newell, lutador estadunidense de MMA. O fato é que o cara tem 26 anos, não tem metade do braço esquerdo e é invicto em sua categoria.

Aqui por essas bandas, tivemos a linda Vanessa Vidal. Surda e muda, foi eleita a Miss Ceará e até tentou uma campanha política. Dá uma sacada no mulherão. Dá uma sacada também neste blog.

Finalizando, para complementar sua leitura sobre deficientes na nossa história, recomendo o livro “Epopéia Ignorada – A História da Pessoa Deficiente no Mundo de Ontem e de Hoje”, escrito por Otto Marques em 1987.

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