Eleições 2012 – A única garantia em cada eleição é a sujeira nas ruas

Toda eleição é essa mesma porcaria. Sempre que ocorre eleições, promessas voam pelos ares e a unica coisa que realmente temos de certa no final das eleições, após políticos das mais variadas propostas passearem de mãos dadas com catadores de lixo e senhores aposentados, é a imundice nas ruas.

Para variar, tudo que os políticos fazem reflete negativamente no povo.

Pelas imagens da internet, não fica muito difícil de entender do que estou falando. Acredito, sim, que todos os estados do Brasil sofrem quando existe eleição, na verdade, é uma das piores épocas do nosso calendário, quando o assunto é manter as ruas e muros limpos. Para piorar, os candidatos e seus assessores estão cagando e andando para a sujeira quando tudo acabar.

Sempre tem um besta pra limpar.

Aqui em Fortaleza (Ceará), na noite do dia 06/10, a única coisa que vi mais do que pessoas garantindo um generoso estoque de bebidas alcoólicas para o dia seguinte foi um número absurdo de carros “customizados” de vários candidatos arremessando seus “santinhos” pela janela. Cada esquina que passava eles jogavam vários pela janela, sem se importar com nada (principalmente dos candidatos que foram para o 2º turno aqui). Não denuncio, pois não tenho provas e essa gente é muito melindrosa. Se a sujeira deixada por estes candidatos for equivalente ao seu poder de cumprimento de suas promessas, ao menos assim, estaremos bem mais tranquilos.

Ou não, como diria Caetano.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais está promovendo (de forma bem sutil, quase um sussurro) a campanha “Sujeira não é Legal”, um trocadilho bem oportuno sobre a sujeira (roubalheira e a imundice deixada nas ruas da cidade depois que a eleição acaba) causada nesses eventos eleitoreiros. A ideia é uma campanha de conscientização desses cabras safados que, além das já conhecidas promessas escalafobéticas e mirabolantes sem qualquer pingo de realidade, ainda esculhambam com as ruas.

Ao que tudo indica, a iniciativa do TRE-MG é muito oportuno, mas já apresenta alguns problemas “básicos” como o fato de partir do pressuposto de que nenhum candidato do país conheça realmente qualquer critério de limpeza ou um bom senso capaz de fazê-lo entender que, mesmo perdendo, deve entregar aos cidadãos a cidade como ele a encontrou antes de encher com cartazes e pinturas todas as paredes que viu, além do fato de que a campanha (apesar de positiva) foi lançada no final do período eleitoral.

Apesar dos pesares, vale a pena conferir. Espalhem essa ideia, vai que alguém acata.

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