Os altos e baixos na rotina de Mohamed Morsi

A popularidade do atual presidente do Egito, o Sr. Mohamed Morsi, nunca foi das melhores. Nunca mesmo.

 

MOHAMED MORSI NAS ELEIÇÕES DO EGITO
Para quem não sabe, faltando apenas um mês para o primeiro turno das eleições do Egito, cerca de dez candidatos ao cargo de Presidente do país foram descartados pela Comissão Eleitoral do Egito pelos mais diversos motivos. O Sr. Jairat al-Shater (milionário candidato pelo mesmo partido de Morsi) desrespeitou uma regra: respeito do prazo de seis anos depois de ganhar o perdão do povo, para candidatos a cargos políticos que estiveram presos.

No caso, o Sr. al-Shater estava preso até março/2011 durante o governo de Hosni Mubarak, portanto, o Partido da Liberdade e Justiça (partido de Morsi), após a baixa, dispersou pelo país vários cartazes com o novo candidato, tentando dar a Mohamed Morsi, uma imagem mais sociável. Seja pela barba ou por sua origem política, o atual presidente eleito não cai muito nas graças do povo. Independente do que digam as estatísticas.

Pesquisas de Opinião trabalham com amostragem (uma fração da real quantidade de pessoas) e em pequenos espaços de tempo (quando a aceitação de alguém pela sociedade envolve uma benfeitoria recente, por exemplo). Fica fácil entender que uma pesquisa de opinião nada mais é do que uma influência antecipada sobre o verdadeiro alvo que se quer influenciar de verdade.

Você.

Seja como for, mesmo vencendo seu opositor Ahmed Shaqif (ligado ao antigo regime de Hosni Mubarak), muita gente não curte nem compartilha a imagem de Morsi. Um desses indivíduos fez questão de formalizar seu desafeto. O ministro sírio do interior, o Sr. Omrane al-Zohbi, indignado pelas duras críticas do presidente egípcio durante a 16ª Cúpula dos Países Não Alinhados, quando este meteu a colher na cumbuca alheia e questionou a legitimidade dos protestos da Síria, al-Zohbi soltou a pérola:

“Mesmo com Mubarak, nós consideramos o Egito, terra de civilização e história, um exemplo de nacionalismo que tem um papel importante. Mas é lamentável que após a saída de Mubarak, um outro tome o lugar tendo a barba como a única diferença”

NÃO SEJA BURRO, ENTENDA A NOTÍCIA
Mohamed Morsi era o chefe da Irmandade Islâmica antes de se candidatar ao cargo de Presidente. Foi exigência o seu desligamento da irmandade para concorrer ao cargo, porém, a barba proeminente já é algo que faz muita gente lá no Egito torcer o nariz… teria mesmo, Morsi, se desvinculado totalmente da Irmandade Islâmica?! Ao que tudo indica, todo esse tumulto iniciou em Teerã, quando ocorreu a 16ª Cúpula dos Países Não Alinhados.

Você deve estar se perguntando o que xavascas é essa cúpula?

A Cúpula dos Países Não Alinhados tem interesses diversos, que vão desde uma ousada reorganização do fluxo de informações para a humanidade, até acalmar os ânimos entre os países mais desenvolvidos. O Egito é um integrante de grande influência na referida cúpula. Teerã, que foi palco da 16ª edição da cúpula a situação do Egito também não está das melhores, afinal, aliados e opositores do presidente também já tiveram seu “arranca rabo” pelas ruas do Cairo, alegando um acúmulo de poderes do parte de Morsi.

Para quem não sabe, o presidente dissolveu sua junta militar, ou seja, ele não apenas desligou o Chefe do Estado Maior e o Ministro da Defesas, mas assegurou-se de eliminar emendas constitucionais que davam autoridade para as forças militares. Com efeito, o poder é quase absoluto nas mãos de Morsi.

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