Os problemas com atividades não autorizadas nos sítios arqueológicos do Egito

Pessoas privilegiadas por familiares detentores de cargos com grande repercussão social se mostram propensas ao ato ilícito. Detém primoroso talento, porém, optam pelo “barato que sai caro, acabam profanando tumbas, saqueando relíquias, falsificando documentos ou mesmo depredando templos abertos ao público, enfim, jogando ferrenhamente contra o patrimônio histórico e contra a memória de sua nação sem se importar com qualquer coisa, apenas com seu ideal financeiro e estilo de vida rg.

Pode não parecer, mas não estou falando do Brasil. Estou falando do Egito.

De acordo com a internet, escavações e buscas não oficializadas praticamente dobraram no Egito desde o ano passado, este é um fato que se comprova cada vez mais forte desde a Primavera Árabe. Em Fevereiro, um casal britânico foi flagrado em um aeroporto do Egito ao tentar sair do país portando cerca de 19 peças arqueológicas adquiridas no Mercado Negro. Faz pouco tempo, a Alfândega de Laredo (Texas) confiscou dois sarcófagos egípcios, entre outros artefatos de reforço cultural. Os safados tentaram passar toda a bagagem usando documentos falsificados grosseiramente. A denúncia foi feita pelo diretor adjunto, o Sr. José Uribe.

Estou usando como parâmetro cronológico a Primavera Árabe por conta de vários saques e vandalismos ocorridos durante todo o processo. Para quem não lembra, o Museu de Antiguidades do Cairo foi incendiado e inúmeros artefatos foram roubados. Alguns foram recuperados (noticias repassadas por nosso blog), mas a maioria não foi recuperada. Também houve, por conta de resquícios de revoltas por o caso do incêndio no Centro de Estudos do Cairo, onde vários exemplares raros foram destruídos, incluindo, o famoso “Description de L’Egypte”.

Não fica muito difícil meditar sobre o caso. Acontece que a história do Egito é pavimentada em saques de templos e profanação de túmulos, além de exposições de artefatos em museus fora do Egito que é um desafeto para muitos dos nacionalistas, vale lembrar o bom e velho Sr. Zahi Hawass que tentou, por todas as forças, trazer todas as relíquias de volta para a terra dos faraós. Ano passado o Sr. Zahi Hawass conseguiu a reposição de 19 peças do Metropolitan Museum, além de ser um ativo combatente contra a exposição não autorizada de tesouros da nação, fato que sempre ocorria e levava sua imagem de forma polêmica para o resto do mundo. Quem não poderia lembrar do desgaste ocorrido nos bastidores do documentário Nefertiti Revelada?

Eu escrevi um post sobre o caso.

A egiptóloga Dra. Joann Fletcher peitou o grande egiptólogo Zahi Hawass durante a gravação de um documentário para o canal Discovery Channel. O programa, Nefertiti Revelada, pretendia estudar múmias encontradas na tumba KV 35 (KV – King Valley) ,a referida doutora apostou todas as fichas em uma empreitada financiada pelo próprio Discovery, mas comprou uma briga titânica com o então chefe do então Conselho Supremo de Antiguidades.

Resultado: A pesquisa que durou cerca de 12 anos da Dra. Joann Fletcher foi desacreditada por uma junta de cientistas e egiptólogos e pelo próprio Dr. Zahi Hawass que não poupou argumentos para expressar os problemas gerados pela intrusão da egiptóloga na suposta tumba de Nefertiti, sem falar que a tumba KV 35 foi fechada.

O busto de Nefertiti fará 100 anos que está longe de casa este ano, que eventos nos reservam?!

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