Idosa que tentou restaurar obra do Século XIX está de cama

Eu falei que este assunto estava tomando um rumo nada interessante para a causa, mas nããããããããããão… Alguém tentou, ao menos tentou me escutar?!

A expressão desta senhora é vergonha e sofrimento e a internet não colabora em nada para resolver. Não apenas a obra Ecce Homo  foi destruída, mas a moral de alguém com boas intenções e proatividade também se foram neste evento que, para mim, é triste como um todo.

Ecce Homo é uma pintura do século XIX, criada por um homem cujas obras de arte pouco temos conhecimento. Uma arte sacra, convenhamos. Avariada, para não dizer que está comprometida por completo, há qualquer pontinha de esperança para o caso?!

O quê?! Como assim “que caso”?

Se você, OH indelével leitor, está por fora do assunto que agora novamente abordo, penso que você esteve em coma alcoólico desde o início desta semana… eu não te reprovo por isso, mas voltemos ao Post. A Obra Ecce Homo (século XIX) de Elias Garcia Martinez foi danificada por uma senhora de 81 anos, Sra. Cecília Gimenez (a senhora da foto lá de cima), que tentou restaurar a referida obra, munida somente de amor e boas intenções.

Qual é mesmo o lugar que dizem estar cheio de boas intenções?!

Poisé!

Acontece que, ontem, descobrimos que a “restauradora” do Ecce Homo atualmente encontra-se doente. Apontam “Ataque de Ansiedade”, doença que a atingiu desde que teria corrido o mundo a notícia de que ela teria esculhambado uma das únicas obras conhecidas de Elias Garcia Martinez.

Toda a vizinhança afirma que ela está doente e a vergonha é grande. A neta do artista, Tereza Garcia, foi quem entregou a pintura aos cuidados do Santuário da Igreja de Misericórdia, próxima de Saragoça (Espanha). A Sra. Cecília Gimenez garante que estava trabalhando na restauração (apenas) do manto do cristo, porém, resolveu mexer no resto.

O quadro Ecce Homo antes… e depois da “restauração”

O resultado é esse desastre. A arte sacra de outrora não vai mais longe do que um Chewbacca ou qualquer coisa que remeta ao gênero. De acordo com Juan Maria de Odeja (conselheiro cultural de Saragoça), Elias Garcia teria pintado Ecce Homo em apenas duas horas.

Não lembro quanto tempo demorou para a pintura ser arruinada, mas duvido que tenha demorado mais.

Na internet (claro) surgem diversas paródias com a situação. A página no Facebook chamada La señora que pintó el Troll de Borja, e uma hashtag no Twitter, #EcceMono (“mono” significa “macaco” em espanhol). As brincadeiras não param e não ajudam em nada também.

Lembrei que existe, ainda, uma petição insistindo que a obra está melhor do jeito que está. A referida petição denota o fiasco como “ousado trabalho da espontânea artista”, “reflexo inteligente da situação social e religiosa” e ainda compara Cecília com artistas como Francisco de Goya, Munch e Modigliani.

O cara que escreveu essa petição só pode ser um humorista. Tomara que isto acabe logo.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Van disse:

    Não foi o Mr Bean igual ao filme??? parece…

    Curtido por 1 pessoa

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