Restauração de obra prima de 500 anos termina após quase 3 décadas

Aproveitando o momento, já que este é o terceiro post seguido sobre obras, esta postagem serve bem para ilustrar, não apenas o trabalho profissional de pessoas realmente competentes, mas os criteriosos procedimentos para uma restauração realmente bem sucedida.

Podíamos evitar o evento ocorrido com o Ecce Homo, mas nããããããããão! O barato sai caro, temos que aprender isso de uma vez!

Conhecido como A Porta do Paraíso (variantes apontam como Portões do Paraíso) trata-se de, literalmente, de portas, feitas em bronze na frente do Batistério de São João, em Florença (Itália), ilustrando momentos cruciais na vida de alguns ícones bíblicos (Moisés, Abraão e Isaac, além de João Batista). Reza a lenda que o Batistério foi erguido, em homenagem ao deus Marte, por romanos. Porém, escavações comprovam que trata-se de uma torre de vigilância que fazia parte de algo maior, uma suposta muralha que protegia a cidade. Possuindo uma forma octogonal, o Batistério representaria a vida eterna e possui este nome por conta dos portões de bronze que agora, serão enviadas novamente ao seu lugar de origem.

A obra é atribuida da Lorenzo Ghiberti (escultor renascentista italiano), ecomendadas por ninguém menos do que Giotto di Bondone (pintor e arquiteto italiano). Houve grande competição para definir qual artista escolhido para tal empreendimento. As portas estavam, até então, no Museo dell’Opera di Santa Maria del Fiore (museu com a tarefa de abrigar e restaurar obras de arte. Réplicas foram colocadas no Batistério.

Mapa da Praça da Catedral. Contempla o Campanário de Giotto; o Batistério de São João e o Museo dell’Opera del Duomo.

O grande portão de bronze (tem mais de 5 metros de altura, 3,10 de largura e 11cm de espessura) também foi removido, por questões de segurança, quando ocorreu a Segunda Grande Guerra Mundial. A restauração é devida por conta de uma tremenda enchente que abalou Florença no dia 04 de novembro de 1966, salvo engano. Após alguns dias de chuva intensas, o rio Arno (60km de Florença) subiu seu nível natural em 6 metros, arrastando violentamente tudo o que encontrava pela frente. Muitas obras foram danificadas e até destruídas ou perdidas até o presente momento. A obra de Lorenzo Ghiberti ficou lacrada em um contêiner cheios de nitrogênio.

Grande tecnologia laser foi utilizada para remover as manchas de lama tóxica que cobriram a grande obra, além das marcas deixadas pelo tempo, reavivando o brilho dourado de outrora. Ainda assim, a referida obra não voltará ao seu lugar de origem definitivamente (o Batistério de Florença), será apenas exibido na Catedral de Florença, em condições mais do que especiais.

Caso esteja livre, use o mapa para dar um pulinho lá.

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