Sarcófagos egípcios apreendidos na alfândega de Laredo

Houve uma época em que era fermento cultural a exibição de múmias egípcias, além do ato de desenfaixá-las e mostrar o cidadão já morto e mumificado despido por completo, acredito que estes eventos ocorriam durante o famoso “chá das cinco”.

Há gosto para tudo.

Seja como for, uma prática que sempre ocorreu e duvido muito que deixe de ocorrer algum dia é o roubo de artefatos históricos, mais especificamente artefatos referentes ao período das dinastias egípcias. Tal prática ocorre desde o tempo dos faraós e as tumbas eram o alvo mais frequente, não creio que fosse considerado um “emprego”, visto que a sociedade egípcia sempre foi muito ligada ao pós morte, portanto, saquear uma tumba era perturbar a viagem do morto ao submundo.

Entre outros argumentos que feriam a cultura popular da época.

ROUBO DE ARTEFATOS EGÍPCIOS NA ATUALIDADE

Suposta foto de um dos sarcófagos no porto de Laredo.

No dia 01/08/2012 a alfândega de Laredo (Texas) confiscou uma carga, no mínimo, inusitada. A apreensão de dois sarcófagos egípcios sem a devida documentação exigida para formalizar a saída de artefatos ou relíquias de reforço cultural. Os funcionários da alfândega apontaram o problema, logo após verificar a documentação e constatar que as informações, além de incompletas, não correspondiam com a carga. Estas são as informações repassadas pelas autoridades norte-americanas sobre o caso. Além dos dois sarcófagos, também foi encontrada uma máscara em madeira com olhos feitos de pedras preciosas, além de uma pintura sobre linho de uma mulher.

Aqui vale apontar um detalhe: O órgão competente para este tipo de situação seria o Conselho Supremo de Antiguidades, atualmente (se não me engano) sob o comando do Sr. Mostafa Amine.

De acordo com o diretor adjunto do porto de Laredo, o Sr. José Uribe, a falta de documentos para formalizar a saída desse tipo de carga caracterizou a apreensão, fato que mostra o bom trabalho dos funcionários do Customs and Border Protection, que faz valer as leis americanas e evita o contrabando de bens culturais.

AINDA…
Lembrando que durante os primeiros dias de revolução no Egito, houve vandalismo e roubo de várias relíquias no Museu do Cairo, algumas foram recuperadas, como é o caso de uma estátua de Tutankhamon em uma barca armado de lança (apesar dos danos visíveis).

LUTA PARA MANTER ARTEFATOS EGÍPCIOS NO EGITO
Esta, com certeza, é uma bandeira que foi erguida e tremulada por muito tempo pelo Conselho Supremo de Antiguidades e certamente você lembrou de um nome em especial: Zahi Hawass.

Para quem não lembra, o Dr. Zahi Hawass foi desligado de suas atribuições no Conselho Supremo de Antiguidades por diversos motivos durante os primeiros momentos da revolução de 25 de Janeiro, entre os diversos motivos, a demora na posse dos inúmeros trabalhadores temporários que não foram nomeados, além da sua proximidade com o ditador Hosni Mubarak.

Sem dúvida, a maior luta de Zahi Hawass nesse sentido nacionalista de manter relíquias de peso cultural dentro do Egito é a aquisição do busto de Nefertiti, que está em exibição na Alemanha. Este ano completa 100 anos de descoberta do referido artefato.

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