Atletas muçulmanos enfrentam dilema com ramadã durante os Jogos

Para um blog que sempre apresenta informações ou situações referentes ao Egito (seja o lado sedutor antiquíssimo , seja o delicado atual), achei interessante este artigo que encontrei vagando pela internet.

FONTE ORIGINAL: G1.GLOBO.COM

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Londres 2012: Atletas muçulmanos enfrentam dilema com ramadã durante os Jogos

O mês de jejum dos islâmicos coincide com a Olimpíada deste ano, o que só acontece a cada 44 anos.

BBC

Atletas muçulmanos de várias nacionalidades enfrentarão um duro dilema em Londres 2012. Os Jogos deste ano coincidirão com o ramadã, período de um mês no qual os fieis islâmicos têm que jejuar durante o dia.

Muitos atletas de ponta têm dietas com mais de 6.000 calorias por dia e terão que decidir entre manter suas dietas normais em nome da performance esportiva ou seguir os preceitos religiosos e limitar a ingestão de alimentos, correndo o risco de ficar ‘sem combustível’ durante as provas.

O lutador de judô da Palestina Maher Abu Rmeileh procurou uma orientação superior diante desta dúvida: ‘Os clérigos me recomendaram não jejuar, porque eles disseram que eu represento não somente a mim, mas a minha nação’.

No entanto, quando voltar dos jogos, ele conta que terá que compensar isto. Geralmente quem desobedece às regras tem que ficar de jejum por 60 dias seguidos.

Existem vários motivos válidos para não seguir a tradição, como doença, gravidez, amamentação ou idade avançada, mas as Olimpíadas não figuram nesta lista.

O Calendário islâmico é lunar e dura de 29 a 30 dias, por isso, varia e acontece em diferentes estações do ano. A última vez que houve essa coincidência com os Jogos Olímpicos foi em 1980.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) já declarou que vai estudar a possibilidade de evitar futuros choques entre os eventos olímpicos e o período sagrado para os muçulmanos.

A coincidência é um problema sério para delegações com maioria muçulmana.

Sami Zreili, técnico da Arábia Saudita, acredita que a decisão é individual. ‘É uma decisão que cabe aos atletas, nós não queremos influenciar nisso e nem vamos mudar o horário dos treinamentos’, diz ele.

No entanto, o problema afeta também países que não têm maioria islâmica. Mohamed Sbihi é muçulmano e remador da equipe da Grã-Bretanha. Após conversar com a família e consultar o técnico, ele optou por não seguir o jejum deste ano. ‘Eu não queria perder as minhas chances na competição. Sou o primeiro muçulmano remador na equipe olímpica da Grã-Bretanha’, argumenta ele.

O Ramadã é o nono mês do ano islâmico e o momento em que os muçulmanos jejuam do amanhecer ao pôr-do-sol para que seus pecados sejam perdoados. À noite, eles se alimentam frugalmente.

Do 26º para o 27º dia desse mês se comemora o momento em que o profeta Maomé recebeu a primeira revelação do Corão, o livro sagrado do islamismo.

Neste período, eles não podem ter relações sexuais e devem aproveitar o mês para renovar a fé e se auto-conhecer.

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