Itália lança Projeto Grande Pompeia

O tempo é um negócio inexplicável e implacável, uma distorção no espaço que nos permite vislumbrar mudanças a longo prazo e perceber os efeitos decorrentes de sua ação sobre nós, neste pequeno ponto azul no cosmos.

O tempo também pode ser uma variável na hora de calcular uma maldita Razão ou Proporção.

Seja como for, o tempo é um grande vilão para todos que ambicionam trabalhar com arqueologia (não confundir tempo decorrido com condição climática). O tempo é poderoso o suficiente para dar um dedo do meio aos homens mesquinhos e de curta existência, quando o assunto é manter um patrimônio histórico da humanidade ou tesouros arqueológicos arquitetônicos em condições favoráveis para todos que desejam, em seu âmago, apreciar tamanha empresa solerte.

O PROJETO GRANDE POMPEIA
O audacioso projeto proposto pelo governo italiano visa salvar a histórica cidade de Pompéia. Para quem não sabe (ou não lembra), a referida localidade foi alvo de irascível investida natural por parte do vulcão Vesúvio durante o ano de 79 d.C. e os restos daqueles que não escaparam ao ocorrido estão, até hoje, expostos ao tempo.

O valor inicial para conservação das ruínas de Pompéia deve ultrapassar os US$ 100 milhões (cerca de R$182 milhões). Pense um pouco nestes números, dinheiro gasto para manter os mortos vivos no ambiente do entretenimento. Quem vai gastar quanto para manter os vivos vivos?!

A potência da erupção foi tanta que não apenas deformou a geografia do lugar, mas alterou a forma do vulcão. Salvo engano, os habitantes de Pompéia sequer sabiam que estavam morando próximos a um vulcão.

O IDEALIZADOR E AS CAUSAS
O idealizador desse projeto é este velhinho que carrega expressão severa e crítica, seu nome é Mário Monti. Para quem não sabe, Mário Monti é o atual primeiro ministro da Itália e mantém uma longa e movimentada vida pública no parlamento italiano. As causas que levaram o referido ministro a idealizar o Projeto Grande Pompéia são vários, acontece que esta cidade romana consagrada como patrimônio histórico da humanidade está se desfazendo, literalmente. O que é conhecido como “Casa dos Gladiadores” ruiu exatamente durante uma época nada boa para os órgãos responsáveis pela preservação de tais patrimônios.

Cenas das ruínas da Casa dos Gladiadores aqui e aqui.

Diante de ocasiões como essa, as ruínas de Pompéia podem receber melhores recursos e, consequentemente, uma preservação mais eficiente. A proposta agora, diante do atual estado das ruínas romanas, é proceder com a conservação do que se chama atualmente “Casa Sirico” que nada mais é do que uma propriedade que pertenceu outrora a uma grande família.

O exposto não é muito bem divulgado na mídia tupiniquim, talvez se o Michel Teló fizer qualquer comentário sobre o caso, então ainda temos alguma esperança, quanto ao que pude coletar pela grande rede, não encontrei (ao menos em dominios virtuais brasileiras) nada muito além de Ctrl C + Ctrl V.

Fato que eu sempre discuto por aqui. Enfim, qualquer coisa, comentem.

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