Venda de maconha para liquidar dívida da Espanha

Recentemente a cidade de Rasquera (Espanha) tomou uma decisão que seria o exemplo mais sincero do que eu chamo de “tiro no pé”, com base naquilo que nossa sociedade vem pregado sobre bons costumes ao longo de nossa existência. A Associação de Consumidores de Maconha de Barcelona comprará um terreno para plantar e comercializar maconha, na intenção de quitar uma dívida municipal que excede 1,3 millhões de euros (cerca de R$3 milhões). A proposta foi lançada e aprovada, pois conta não apenas com a argumentação de saldar a referida dívida, mas ainda, expõe a criação de empregos diretos e indiretos para cinquenta cidadãos.

Medida anticrise, eles chamam. Eu chamaria de medida anti cristo.

As negociações com a referida associação (entitulada como Associação com fins lúdicos e medicinais, composta de cinco mil membros) e a prefeitura do município (na pessoa do Sr. Bernat Pellisa) durou cerca de oito meses e prevê não apenas a quitação da dívida municipal, mas ainda garante destinar as verbas recebidas após o término do pagamento em função do município (coisa que não ocorria por falta de verba), visto que esse projeto tem escorpo de empresa pública, ou seja, passiva de fiscalização. Ainda, Pellisa afirma que o narcotráfico enfraquecerá com a legalização.

Essa alegativa é fraca e batida, sejamos francos.

Este que vos escreve não crê que o narcotráfico enfraquecerá de maneira nenhuma, visto que a bebida alcoolica e cigarros (drogas liberadas e comercializadas em larga escala e para consumidores “sem neuras”) são encontrados, também, no mercado negro, além de brinquedos, acessórios de utilidade doméstica e artigos de informática que são comercializados ilegalmente (estes itens tem acesso livre para qualquer um).

O tráfico não existe em função das drogas, mas o inverso disto.

As pessoas acabam confundindo uma eventual poítica liberal com hipocrisia pesada. Percebam que o assunto é polêmico e (provavelmente) será uma constante, pois mexe com valores morais e liberdade de expressão e consumação. Caso seja aberto tal precedente na história política da Espanha, teremos um novo vislumbre para as pesquisas terapêuticas dos componentes encontrados na maconha e uma eventual legalização.

O que seria bom.

Porém, aproveitar tal liberdade sem excessos não parece ser algo que a sociedade atual está disposta a fazer. Lembrando que, na Espanha, é liberado o consumo da maconha (não confundir consumo com venda e contrabando), porém, tráfico de drogas é crime previsto em lei.

Rasquera é um municipio da Espanha e até o ano de 2007 possuia menos de mil habitantes (934 habitantes para ser mais exato) e ainda apresenta Densidade Populacional (relação entre superfície territorial e habitantes – não limitando apenas a humanos, mas a animais também) de 16,55 habitantes por km quadrado.

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