FINAL DE ANO – Bom Natal?

Foto tirada do site Foto Engraçada – fotoengracada.com

Furtando um tempinho entre uma refeição e outra para desejar um feliz Natal comercial para todos os freqüentadores deste espaço virtual que é um seguidor assíduo de festejos tradicionais e escancaradamente capitalistas, ainda que inspirados em fatos reais e transformados em contos da carochinha.

Ah, vocês sabem, falo do natal.

Eu já falei antes, mais especificamente no ano passado e falarei novamente: O Natal que você adora, essa “Noite Feliz” que faz você comprar presentes e te faz crer que tal época enche de nobres e benfazejos sentimentos corações humanos de curta existência, este natal que você e agora os asiáticos todos comemoram alegremente é uma farsa gritante.

Fato que não torna o referido festejo menos bonito, mas é uma verdade perturbadora.

Para quem não entendeu o que acabei de dizer, pretendo ser mais explícito: Entre uma garfada e outra, aponto o tratamento dado aos festejos natalinos de nossa época e faço uma linha migratória histórica entre as figuras que, provavelmente, serviram de escada para o culto ao enigmático bom velhinho que preza pelo bom comportamento dos pequenos pimpolhos. Acontece que, inevitavelmente, constatamos que nosso natal, não apenas é fruto de uma estratégia genial e vinculada ao enriquecimento comercial daqueles que se beneficiam com o consumo (conduzindo milhões de pessoas ao consumismo desenfreado, pois sua fé no milagre natalino condiz exatamente no quanto você gastou com presentes), como também entendemos que o homenageado neste dia é uma figura criada por uma empresa cuja integridade ainda é alvo de inúmeras críticas.

Sempre Coca-colaaaaaaa.

Escrever este artigo, visando conscientizar as mentes ociosas e oscilantes para uma verdade perturbadora (capaz de abalar com toda uma familiar e religiosa, além de fuder com as finanças da raça humana a um nível homérico) já me renderam alcunhas nada agradáveis, o que me faz matutar sobre duas situações distintas: Ou as pessoas de nossa sociedade não estão interessadas em entender os fatos que, indiscutivelmente nos levam a uma verdade em sua simples plenitude, ou eu estou me comportando de forma reprovável este ano, igual ao ano passado, quando escrevi sobre O que é o Natal.

A solução para essa inquietante situação é incerta, porém, tenho certeza de que não terei presentes esta noite, pois fui um menino malvado ao tentar conscientizar as pessoas.

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