Acontece… parte 03

Senhores, conforme rotina aqui no estado do Ceará, falaremos novamente sobre MOVIMENTO GREVISTA. Para quem não sabe, a gestão de nosso estado está mais confusa do que namorado de gêmeas, praticamente todos os setores de nossa sociedade já manifestaram sua insatisfação diante do governo vigente (segurança, saúde, educação e principalmente o pessoal de transporte coletivo), governo este que manifesta sua preocupação apenas com festas pomposas e com a maquiagem dos cartões postais que inflamam o turismo.

Do que adianta encher o Ceará de turista se é impraticável transitar de carro pela cidade, devido aos buracos? Por muitas vezes me vi na cômica situação de escolher qual buraco devo cair, de tantos que são.

Vamos ao nosso resumão de sempre.

MANIFESTAÇÕES DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS
Próximo do final do mês de outubro/11 ainda corria grande greve dos bancários em nossa cidade, o que pegou muita gente de calça curta. O sindicato dos bancários aprontou manifestações, no mínimo, sem par: As marchas reivindicando mudanças variaram desde um enterro simbólico (com direito a funeral, viúva e padre) até uma reunião de sindicalistas seminus (apontando que indecente é o enriquecimento ilícito).

Ainda em outubro, o Ceará se viu livre da “Peleja do monstro presença para derrotar a deusa Greve” (cordel musicado durante uma das manifestações). Houve acordo com o Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), onde os manifestantes tiveram um reajuste de 9% sobre o salário e aumentaram o piso da categoria em 12%, além de alterações na questão da Participação dos Lucros e Resultados, algo que é bastante questionado em inúmeros ambientes de trabalho. Ainda há a questão da compensação dos dias não trabalhados. Dentro do acordo, foi dado que haverá aumento da jornada diária em até duas horas até o dia 15 de dezembro, porém, sem alterações para o atendimento ao público.

Não comentarei valores dos reajustes, apenas os índices, pois reservo-me ao direito de ter minha opinião sobre os valores. Caso tenha a fineza de espírito de procurar saber, pense no assunto você também.

NOVELA SINPOCI x SEPLAG x SSPSD
Eu já havia comentado sobre este problema (que é dos grandes). O sindicato dos policiais civis de carreira do Ceará (SINPOCI) entraram em greve faz alguns meses (mas garantindo um quantitativo mínimo operante) e iniciou-se uma verdadeira peleja homérica para levar adiante uma pauta de cerca de vinte e dois itens que variam desde a implantação de um concurso público até a velha questão de condições dignas para tal profissão. Essa peleja vem desde julho quando ocorreu o não pagamento dos vencimentos da categoria. Para quem não lembra (ou não sabe), o estratagema do governo do estado para a greve dos policiais foi o mesmo usado contra a greve dos professores do estado. Após decretada a ilegalidade do movimento grevista, não haveria pauta alguma para tratar caso a greve perdurasse.

Não negocio com grevistas!

Foi necessário voltar ao trabalho para vislumbrar alguma luz no fim deste túnel. Ao que parece, acabou por aparecer um trem no sentido contrario e foi neste momento que muitos policiais viram seu ponto (documento de frequência) cortado e seu salário não creditado, fato que foi notificado pela imprensa logo no início de agosto.

Pois é, ao que parece aconteceu de novo. O pagamento dos vencimentos de quase duzentos trabalhadores não foi creditado novamente. A assessoria do SINPOCI foi notificada do ocorrido pelos próprios policiais apunhalados pelas costas. Ainda, a assessoria aponta que muitos encontraram apenas R$1,00 em suas contas.

Isso não serve nem para pagar o ladrão.

Interessante constatar que, se houve corte nos vencimentos (conforme segue pela imprensa e até apontamentos feitos neste blog), alguém teve acesso ao registro de ponto destes policiais. Na outra ocasião, criaram uma listra dos manifestantes para poder controlar sua frequência.

Com efeito, é uma categoria que presta um serviço indispensável ao cidadão de qualquer localidade, é um serviço penoso e ainda mais neste estado que promove religiosamente festas e pirotecnia, dando de ombros com a educação e a segurança pública. Já é sabido de todos a situação precária e (muitas vezes) comovente com a qual estes trabalhadores atuam em suas funções, ainda tem que aturar o não pagamento de seus MERECIDOS VENCIMENTOS.

Devido ao tamanho descaso, creio não ser esta a melhor estratégia para manter nossa polícia longe do “Lado negro”, incorruptível e atuante para o cidadão.

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