O livro “A Pirâmide Vermelha” (Rick Riordan)

Concursos, Enem, crescimento profissional e a aquisição de um imóvel próprio são prioridades e isso tira o meu sono de forma invencível. O Concurso passou (se me dei bem, ai são outros 500…), agora tenho algum tempo para algo palatável… tipo dar atenção ao nosso Blog.

Não precisa dizer, eu sei que vocês sentiram minha falta.

Quando estava com minha ilustríssima noiva, encontrei um livro que faz parte da As Crônicas dos Kane chamado A Pirâmide Vermelha, escrito pelo sempre sorridente Rick Riordan.

É, o cara que escreveu as aventuras do cabeça de alga. A ideia de A Pirâmide Vermelha é basicamente a mesma proposta em Percy Jacson, porém, agora com uma “pegada” egipcia.

Só lembrando que, antes de qualquer coisa, aqui vinga a minha opinião, você pode concordar com ela, ou não.

Prevendo comentários injustos e injuriosos em 3, 2, 1…

SINOPSE

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Capa do Livro – A Pirâmide Vermelha

Os irmãos Carter e Sadie Kane perdem a mãe em circunstancias estranhas e, depois disso, crescem separados.

O garoto Carter Kane (mais novo) viaja o tempo inteiro com seu pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane, sem condições de se fixar em uma região, fazer amigos e fazer coisas que um garoto de sua idade normalmente faz, enquanto Sadie Kane (filha mais velha) fica com os avós, vivendo uma vida normal.

A história começa mesmo quando Julius acaba sumindo em um evento misterioso diante dos filhos, na tentativa de “fazer tudo voltar ao que era antes”. Os irmãos, agora, descobrem um Mundo totalmente novo, cheio de magias e criaturas místicas, enquanto tentam resgatar seu pai.

DOIS NARRADORES
Há um diferencial interessante que é uma dupla narração. Os irmãos Carter e Sadie Kane alternam a narrativa e cada um tem sua própria perspectiva dos fatos. Isso, com efeito, dá um “tchan” na História e sempre há a possibilidade de alguém simpatizar com algum dos narradores.

Contudo, há um problema nisso.

Os dois irmãos são muito diferentes e essa diferença de comportamento e interpretar o que acontece na História acabam impactando de forma negativa na narração (pelo menos pra mim). Piada e sarcasmo são legais, mas me pareceu um tanto forçado em muitos momentos.

MANIQUEISMO CHATO…
Outra coisa que achei muito forte é a questão do maniqueísmo. Repare que em toda história há um Herói, lindo, inteligente e bom moço por excelência, montado em um cavalo branco e usando uma armadura reluzente, disposto a varrer a maldade imposta por um vilão cuzão, feio, mal feito o Pica-pau e que mora num recanto escuro qualquer da Terra (ou fora dela).

Isso pra dar aquele choque, estranhamento e facilitar a decisão sobre qual lado você deve se posicionar. Tipo princesas Disney.

Ah, alguém pode comentar “Mas os protagonistas são Crianças, não dá pra levar em conta sua comparação com cavaleiros em cavalos e tal… você é um imbecil”. Poisé, mas dá pra levar em consideração, sim!

Além do bom humor “descolado” dos protagonistas, também deve ser entendido o caso do Vilão, que é um deus egípcio chamado Seth. Para quem não sabe Seth é uma entidade Antropozoomorfica (mistura de gente com bicho).

Os animais que compõe Seth são questionáveis, sua cabeça parece a de um orix, outros acham que trata-se de uma misturada doida de animais (tipo o Amuti)… seja como for, tudo leva a crer que Seth é o Vilão apenas por sua treta com Hórus e o assassinato de Osíris (seu irmão).

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Deus Seth

Ok é um GRANDE PROBLEMA, mas lembrem que Seth foi traído pela mulher e por Osíris e, dessa traição, nasceu Anúbis. Seth ficou com o filme tão queimado que os Faraós recebiam sua Titulação Real sempre associadas à Hórus ou Rá, poucos Faraós tinham testosterona o suficiente para proclamar Seth como seu deus guardião.

Um deles foi o pai de Ramsés II, o Faraó Seti I.

Seth é, sem dúvidas, uma das entidades mais importantes e proeminentes do panteão egípcio, retratado defendendo Rá na Barca Solar, na linha de frente do combate, atravessando os inimigos das profundezas como se sua vida dependesse disso.

Na trama de Rick Riordan, Seth é um vilão esquentadinho e cheio de falas prontas, parece mais um arquétipo americanizado, muito semelhante ao caráter pessimamente elaborado para o Hades no desenho Hércules (Disney).

MINHA OPINIÃO
Enfim, eu li um bom pedaço do livro e, sem querer ofender a veia literária de ninguém (alguém sempre se ofende), achei o livro um tanto chato.

Uma coisa que acabei constatando (eu li Percy Jackson também) e tudo é muito parecido nas duas crônicas, tudo mesmo: A representação das Forças do Bem em uma trindade em ascensão, um inimigo que quer dominar (ou destruir) o mundo simplesmente por ser muito malvadinho, a descoberta de uma ancestralidade por parte do herói…

… até o humor excessivo é reconhecido.

Os personagens se esforçam para cativer (fica notório) a narrativa, apesar de interessante, acaba sendo um tiro no pé, como comentei acima. Quer dizer, eu adoro sarcasmo e críticas ácidas, argumentos de duplo sentido ou mais (adoro Hamleto) e um tanto de ironia para amenizar, mas não é sempre que você está disposto a digerir tudo isso em praticamente todos os parágrafos.

Claro que eu pretendo ler o livro até o final, mas não creio que isso aconteça logo. Prefiro continuar por outras fontes. Além do mais, fiquei sabendo que trata-se de uma sequência de livros, quem sabe, com a leitura dos outros a coisa melhore?!
Uitamen!

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1 comentário Adicione o seu

  1. Ingrid disse:

    Incrível! Alem disso sua ideia a respeito de Seth é totalmente original, mas afinal, uma ficção é sempre moldada de acordo com a visão do autor, eu li este livro e gostei, não tanto quanto o código davince, mas não é de todo ruim. E nesse caso, há sempre o conceito “capital” à ser considerado.

    Curtido por 1 pessoa

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