Especial – Porteiro mitológico

Para quem não sabe, hoje é o dia do porteiro, uma profissão um pouco complicada, algumas vezes, sofre descaracterização, mas merece lá o seu crédito. Para ser sincero, acredito que todas as profissões são boas e merecem respeito, afinal, o que conta é mostrar serviço e sua utilidade diante do povo.

Exceto, talvez, pela profissão de político, mas não comentarei sobre isso agora.

A verdade é que ser porteiro é uma profissão um tanto arriscada, muitas vezes ela pode ser associada ao cargo de vigia ou até de segurança, o que pode deixar a categoria um tanto frustrada, pois o funcionário pode estar entrando numa barca furada e nem sequer tomou conhecimento.

Aproveitarei o dia de hoje (conforme mencionado anteriormente, hoje é o dia do porteiro) para comentar sobre um dos porteiros mais conhecidos da mitologia (talvez, o primeiro). Falo, claro, do cachorrinho de três cabeças que alegra o tártaro, impedindo a entrada dos vivos que tentam burlar o sistema de segurança, mastiga adoidado os mortos que tentam escapar do seu castigo (merecido) até o fim dos tempos e assusta gregos e troianos em geral.

E que entre Cérberus!

Na verdade, independente da grafia (cérberus, cerberus, cerbero ou Fofo) ou dos detalhes que cercam a figura mitológica (algumas vertentes apontam serpentes ao redor do pescoço, outras apontam o canino com pescoço bem longo tipo girafa, etc), todos sabem tratar-se do cachorro gigante com três cabeças que mora no inferno. Na Divina Comédia (livrinho interessante, este.) temos  a aparição desta simpática figura canina como uma representação da gula, os fãs de uma mesa farta vão para o inferno referente ao seu maior pecado e lá vivem na lama, o vigia deste inferno seria o Cérberus.

Cérberus tinha ordens expressas de devorar qualquer coisa feita de carne que tentasse adentrar em seu perímetro de ação (conforme seu nome Kroboros, comedor de carne). A origem deste animal difere um pouco quando você tenta se aprofundar em sua história, só eu encontrei várias versões (que não pretendo enumerar todas aqui, pois estou escrevendo durante meu almoço). Comentei tais diversidades, pois há a história de um cidadão que, dependendo da versão da origem de Cérberus que você conhece, tudo pode mudar.

Quando da Divina comédia, a origem do cachorro já é um pouco diferente da origem durante a sua aparição no castigo dado ao Piritoo (rei de Lápita que tenta sequestrar Perséfone). Lembrando que seus pais também se alteram em algumas versões. Em histórias mais recentes que dão uma nova roupagem para a figura mitológica (como Harry Potter, Naruto Shippuden ou em vários games), muitas acabam dando de ombros com qualquer fonte histórica, praticamente criam um novo personagem.

Nada se cria, tudo se copia!

Seja como for, o cachorro infernal Cérberus é um ícone sempre lembrado, principalmente pelos carteiros que encontram cães raivosos e intragáveis diante da porta de cada casa…
… péssima piada para terminar o artigo, deixa eu ir embora. Próximo artigo, garanto que falo sobre o infame Memorial “Onze de Setembro”.
Uítamen!

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