Egito libera fronteira com faixa de Gaza

Levando em conta que o mundo não acabou, achei que seria uma boa idéia continuar vivendo como se nada tivesse acontecido. Independente de ocorrer o fim do mundo ou não, meu chefe não me liberou para passar o resto da semana com minha família e amigos, visando sanar minhas faltas e me divertir também antes do cataclisma vindouro, afinal, ninguém tem obrigação de morrer estressado. A tal previsão feita por uma seita meia boca acabou sendo mais um episódio “fogo de palha” levado a sério na história da humanidade.

Apesar de muitos levarem a sério tal putaria só quando passou no Jornal Nacional.

Enfim, seja como for, cá estamos nós novamente, com mais críticas ácidas e tentando alcançar os braços da minha senhora rotina (que está muito movimentada, a quem interessar possa). Sabendo que estes meses já temos assunto pra mais de metro, tenho a obrigação de manter todos os meus (trinta e oito) leitores de tudo o que anda acontecendo neste mundo bonitinho e barulhento.

Ao melhor estilo “Aconteceu nos episódios anteriores”, temos a segunda temporada da novela Enem (que logo comentarei neste espaço virtual), temos também a morte do(a) fankeiro(a) Lacraia, a descoberta de um ancestral de crocodilo no Rio Grande do Sul (tchê!) e a mais recente abertura da faixa de Gaza por parte do governo de transição atual no Egito. Lembrando que após a saída de Hosni Mubarak (tive a oportunidade de comentar em outra ocasião), o Egito está com os militares dando aquela administrada no governo.

A questão sobre a faixa de Gaza é antiga, muito antiga. Fazendo fronteira com o Egito e Israel, ainda possui uma fronteira pelo mar, o bloqueio é liberado apenas para ações humanitárias. O Egito liberou a fronteira entre o Sinai e a cidade de Rafah, onde já foram encontrados túneis clandestinos. Seja como for, é uma iniciativa louvável, visto que o povo que mora na faixa de Gaza carece do mínimo e cerca de 45% da população está desempregada e abaixo da linha da pobreza.

PROTAGONISTAS E ANTAGONISTAS
A brincadeira sem graça começou cerca de 18 meses após a vitória do Hamas nas eleições parlamentares. Para quem não sabe, o Hamas é, simplesmente, a maior organização Palestina e mais influente por aquelas bandas. Fundada em 1987 no final da chamada “guerra das pedras” (evento que pretendo comentar algum dia), o grupo tem uma visão bastante “radical” das coisas, para engrossar o caldo, ainda conta com uma frente política e militar para fazer valer sua opinião no mundo. Não amando tudo isso, Egito e Israel resolvem puxar o carro.

Não existe coisa pior do que um vizinho chato.

O Hamas é considerado um grupo terrorista por, pelo menos, cinco outros países, sem falar que as atitudes do grupo não ajudam a desenhar um bom cenário para os outros países no mundo, principalmente para o seu vizinho Israel. Na verdade, ambos não podem se encontrar no meio da rua, Israel já deu provas gritantes de sua ojeriza ao povo palestino. Para quem não sabe, em 2004, Ariel Sharon (então primeiro  ministro israelense) promoveu o polêmico Plano de Retirada Unilateral. Basicamente, Sharon abandonaria de bom grado todas as colônias e assentamentos obtidos por Israel na Guerra dos Seis Dias, dando margens para a Autoridade Nacional Palestina trabalhar para limpar seu nome de terrorista, ao passo que o próprio Ariel Sharon limpava seu próprio nome diante da comunidade internacional.

Apesar de não se igualar ao poderio militar e político do Hamas, que detém mais da metade dos assentos de cento e trinta e seis no parlamento palestino, o Fatah acabou ganhando aceitação internacional por sua visão mais nacionalista, sem falar na sua influência na Organização para a Libertação Palestina (OPL).

Salvo engano, já faz algum tempo que Hosni Mubarak afrouxou o cerco contra os palestinos residentes na Faixa de Gaza, agindo da mesma maneira que ocorre atualmente. A liberação do fluxo de passagem na cidade de Rafah acaba melhorando muito a situação humanitária, também é um crédito que o Egito dá para as organizações operantes. O embargo atual é econômico e comercial, garantem.

…MAS E ISRAEL?
Ano passado Israel atacou um barco de uma entidade  que tentava furar o bloqueio pelo mar Mediterrâneo, matando várias pessoas. Apesar disso, Israel também chegou a liberar o envio de suprimentos para o povo da faixa de Gaza ano passado, atacando logo depois.

Não há muito o que dizer sobre a postura intolerável de Israel pelo embargo, na verdade, todas as facções que existem na faixa de Gaza (de certa forma) rejeitam a existência de Israel. Se correr, o bicho pega e se ficar, o bicho come. Valendo-me da possibilidade de me fazer entender melhor usando uma imagem do que mil palavras, segue a única imagem que consegui encontrar para expor todo o drama de Israel diante de uma possibilidade de abertura de sua fronteira com a faixa de Gaza.

As coisas estão esquentando por aquelas bandas, um verdadeiro barril de pólvora está prestes a ser cutucado novamente, esperemos com muita fé e oração para que as coisas andem bem por lá. Aguardem e trabalhem com bastante entusiasmo.
Uítamen!

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