Dia do Índio – Problemas em Belo Monte

Para quem não sabe, o dia 19 de abril tem em pauta as comemorações referentes ao índio, já que nesta mesma data em 1940) ocorreu o primeiro congresso Indigena interamericano (você encontra sempre este mesmo texto em qualquer pesquisa no Google). Comemorações, sim, visto que não temos nenhuma festividade sobre o evento, ao contrário, esta data sempre é marcada com reuniões, protesto por parte dos índios e retóricas eloqüentes por parte do pessoal do colarinho branco.

Sem falar na burocracia para resolver leis que “beneficiam” essa gente.

Enfim, este ano a coisa acontece um pouco diferente, visto que ainda temos para comemorar os cinqüenta anos do parque do Xingú, evento comemorado no dia 16 deste mesmo mês. Para deixar a data ainda mais especial, a 02 Filmes liberou o primeiro teaser sobre o filme Xingú, a película trata dos irmãos que idealizaram a criação do parque. A internet atualmente anda bombando com inúmeras “sinceras homenagens” ao parque do Xingú que estaria ameaçado por conta da usina Belo Monte. O site Xingu Vivo explica toda a situação bem melhor do que este patético espaço virtual poderia tentar fazer, além disso, estou completamente atrasado para com este blog e para com meus trabalhos e não estou com paciência e tempo para me aprofundar no assunto.

Paciência sem limites não é mais paciência, é submissão inconsciente.

O que podemos tirar dessa situação toda (mesmo não estando muito por dentro dos eventos) é que o cara pálida ainda tenta fazer o nativo de besta, já não basta o Brasil ter esse histórico de massacre e tomada de território deles, ainda hoje o índio é oprimido e tenta inutilmente lutar por migalhas.

Acreditem, ainda tem gente que pensa na colonização como um processo amigável entre as partes.

O cara pálida já atacou de diversas formas, desde os processos e leis burocráticas já conhecidos de nossa atualidade até lembrando o período de colonização, onde a igreja liberou o comércio dos índios, justificando tal brutalidade com base na dissociação do índio como filho de Deus, pois tinha a pele avermelhada e Adão e Eva eram brancos.

Se for assim, eu tô lascado, sou moreno jambo.

Finalizando (hoje estou com o tempo curtíssimo), sobre a questão da hidroelétrica de Belo Monte, os defensores de uma suspensão do licenciamento para a empreitada, muitos argumentam que a Funai age de forma preconceituosa para com os indígenas (ramificando as massas de índios puros e misturados). Ora, a miscigenação é  algo que acontece e não podemos evitar, inclusive, fez parte do processo de colonização (exploração e explorado). A demora para o lançamento da convenção que identifique o índio como figura de nossa sociedade traz constantes problemas ao índio, que eu já considero parte de nossa cultura e um referencial de nossa história.

Pretendo acompanhar com entusiasmo (sempre!) essa história para ver no que dá.

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