Mês da mulherada – Cleópatra VII


O mês das mulheres ainda não acabou, diante de toda a correria por conta dos eventos ocorridos na Líbia (agora pulando já para outros lugares), as postagens sobre a mulherada que fez história no mundo todo não foi muito longe.

Não que elas não mereçam, mas estamos diante de um eventual embate, foi o jeito.

Para facilitar a vida deste atarefado espaço virtual (que é mais requisitado do que dinheiro no final do mês), hoje falaremos sobre Cleópatra, já comentei sobre ela em outras ocasiões como aqui e aqui, mas falaremos um pouco mais da rainha do Egito mais famosa que existiu.

Cleópatra VII – Quem era?
Antes de qualquer coisa, a primeira coisa que você precisa saber que a Cleópatra cuja a fama transcende o tempo seria a sétima rainha, antes dela houveram outras seis rainhas genéricas.

Claro, seu jumento! Eu sei contar, porra!

Não que as Cleópatras anteriores fizessem alguma falta ou alguma diferença sobre tudo isso, na verdade (momento testosterona!) as rainhas do Egito não fizeram muita coisa, por mais que sua história seja interessante e de vital importância para a compreensão do Egito como um estado e por melhor que tais damas estejam entalhadas nas pedras pela eternidade, estão sempre sentadas à sombra dos feitos de seus maridos, pais, irmãos, amantes ou seja lá o que for.

C´est la vie.

A segunda coisa que você precisa fazer é esquecer a imagem da Cleópatra que os livrinhos de história usados no colégio colocaram na sua cachola. Perceba que tais didáticas deram à Cleópatra a fama de uma rapariga vaidosa e oportunista, uma piriguete disposta a cruzar o Nilo para por em prática as maiores loucuras sexuais que um pervertido de mão cheia poderia pensar, e de fato, a vitima tinha nome: Marco Antônio.

A situação real é que Cleópatra VII era, com efeito, uma terrível estrategista, conhecia os deveres estadistas e já passara na mão de dois governantes e maridos (seus irmãos Ptolomeu XVIII e Ptolomeu XIV) que morreram sei lá do quê. Sabendo que não poderia governar sozinha e sem muita jurisprudência para ampará-la (as outras rainhas que tentaram não tiveram um final ao estilo Disney), a rainha da vez resolveu fazer “diplomacia” com Roma.

Não pense que ela apenas queria dar uma ou que ela visava usar Marco Antonio apenas como procriador (por mais que o plano fosse esse), mas reza a lenda que acabou rolando a química entre eles, mulher tem dessas coisas de mudar os planos…

… mulher é um bicho estranho. Eu vo-lo digo!

CESARIÃO
Cleópatra também acabou por gerar um rebento ao lado de Marco Antônio, ambos viveram juntos como amantes em Alexandria após a morte de César. A questão foi que, conforme mencionado anteriormente, Cleópatra queria um herdeiro para continuar o reino do Egito, porém, o envolvimento com o romano foi inevitável, tal situação só acabou quando da derrota de sua frota na famosa batalha do Àcio (com direito a pinturas e tudo).

Dizem que, quando Cesarião foi capturado por Otávio, este sentenciou o garotinho a morte dizendo que “Haviam Césares demais por aqui”, ainda dando margem sobre o assunto, Otávio atacaria com uma artimanha política, cunhando moedas de Cleópatra com um rosto… digamos… nada convencional.

ESPELHO, ESPELHO MEU…
Esta seria a terceira coisa que você precisa aprender sobre este assunto: Os gregos e romanos cultuavam a beleza de Cleópatra, mas eles eram uma nação altamente intelectualizada, Cleópatra era fluente desde muito moça em vários idiomas e era uma diplomática e estrategista de mão cheia, quem não se apaixonaria por uma pessoa de tamanho intelecto?

Talvez os caras do Restart, ela não é muito colorida… mas não discutirei isso.

Além do mais, falamos de uma mulher formada em inúmeras artes de sedução. Percebe-se isso quando Cleópatra se exibe para Marco Antônio transformada em Afrodite, a deusa da beleza e dos prazeres sexuais na cultura romana. Marco Antônio tinha sua fama de conquistador. De acordo com o Quico, o conquistador era na verdade Tarsísio Meira, mas perto de Marco Antônio, este seria tão atraente quanto uma cebola.

Atualmente o CCBB (Centro Cultural Banco do Nordeste)  no Rio de Janeiro dedicou uma homenagem a Liz Taylor, que encantou todo o mundo encenando Cleópatra (1963) e seu romance com Marco Antonio.

A questão da semelhança entre a atriz e o fenótipo egípcio não será discutido aqui… não agora.

A verdade é que Cleópatra foi uma personalidade muito influente na cultura do Egito e ainda acabou caindo nas graças do povo romano (nem que seja só um pouco, visto que contribuiu para a maturidade de Otavio), ainda existem muitas mulheres marcantes de nossa história como povos dispersos nesta terra.

De fato, as mulheres são um terror necessário.
Entusiasmo, gente, sempre!

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