Intervenção militar na Líbia – Parte 03

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Ras Lanuf (650 km da capital Trípoli) foi cenário de um ataque desesperado por parte do ditador mais difamado da atualidade: Muammar Kadafi.

Acontece que Kadafi teve grandes motivos para tomar tal atitude, afinal, o petróleo obtido na Líbia é bastante reconhecido mundialmente por sua qualidade, inclusive, os poços do Ceará receberão sondas para investigar a existência de petróleo.

Será que a gente consegue encontrar algo por estas bandas?

A questão do petróleo na Líbia parece remontar ao velho e indiferente sentimento americano quando da “Guerra contra o Terror”, momento em que George W. Bush (presidente com o Q.I. mais baixo dos presidenciáveis) comandou uma ordem de ataques contra o ditador iraquiano Sadan Hussein, afirmando uma Cruzada do Bem contra o Mal, mas tratava-se de uma invasão com fins financeiros e visava basicamente a obtenção do petróleo do lugar.

As tropas da coalisão já dominam atualmente quatro dos principais pontos estratégicos no que diz respeito ao petróleo – Ajdabiya, Ras Lanuf, El Aguila e Ben Jawad.

Filme repetido? Talvez…

Voltando ao território de manifestações na Líbia, acredito que o ditador pensou em barganhar ações de governos estrangeiros e frear possíveis sanções futuras. Itália e Espanha chegam a consumir cerca de 40% do óleo líbio, tido como óleo de grande qualidade, o problema com a destruição de tais reservas petrolíferas exigem que estes países tomem medidas para restrição de consumo como redução de velocidade.

Esse tipo de situação fez com que, nesta terça (dia 29/03/2011), o governador da Líbia solicitasse novamente o fim dos ataques ao seu território, classificados de Selvagem. A coalisão composta de cinco países chegou a tomar vários territórios, porém, as tropas leais ao ditador ainda mantém um cerco duro e não arredam o pé de jeito nenhum. Sobre este ponto, devemos salientar que as defesas são fortes em Sirte (oeste da Líbia), cidade natal de Muammar Kadafi.

Apesar da Zona de Exclusão já estar nas mãos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), as forças leais ao ditador ainda mostram muita resistência, os próprios chefes da coalisão admitem que a persistência por parte do exército do Kadafi é muito grande e que o diferencial entre as lutas é apenas o bombardeio aéreo. Em uma coletiva, o presidente do EUA Obama é enfático quando trata-se de uma batalha por terra, Obama não pretende levar um exército para lutar na terra, pretende vencer esse combate valendo-se apenas do bombardeio aéreo e da zona de exclusão.

Aguardem cenas dos próximos capítulos.
Entusiasmo, gente, sempre!

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