Mês da mulherada – Maria Stuart


Dentro das comemorações que conferem ao dia internacional da mulher, dedico este mês para as mulheres que, sem as quais, nada poderia ser possível. Ficamos estressados e sem paciência diante de suas questionáveis habilidades para assuntos como futebol, artes marciais e bebidas, porém, nada como um cheiro no cangote para eliminar qualquer provável argumento que tenhamos contra vós, mulheres.

Por mais contundente que ele seja.

Enfim, nosso mês das mulheres (que só será abalado pelo maluco do Muammar Kadafi ou por qualquer calamidade natural sem precedentes) tem início com a rainha da Escócia nos anos de 1542, chamada Maria Stuart, prima da famosa Elizabeth I. Faremos uma exposição curta, voltada para colocações femininas, sendo assim, demos continuidade.

MARIA STUART (sem qualquer referência ao Stuart Little)
Esta mulher foi uma das mais perseguidas rainhas que tenho notícia, se bem que meu curriculun sobre reinados não é muito extenso, pretendo procurar mais sobre o assunto e trazer aos (quarenta e oito) leitores deste espaço virtual insípido, algo mais proveitoso. Sei que sua vida foi, de fato, intensa, recomendo que procurem filmes  sobre o assunto.

Praticamente podemos dizer que Maria Stuart veio ao mundo como uma verdadeira rainha, visto que subiu ao trono com apenas sete dias de idade. Não é o caso de trabalho infantil mais frustrante do planeta, ao menos não na história da humanidade. Lembro daquele maldito grupo de pagode infantil criado pelo Raul Gil, eles ganhavam horrores para entreter os telespectadores com dancinhas que pareciam mais um treino para coordenação motora, sem falar nas letras das músicas.

O sangue de Jesus tem poder. Voltemos para nossa motivação real, por favor.

Sim, sim, Maria Stuart, uma semaninha de vida e já estava por cima da carne seca, mandando e desmandando. Do momento atual até o dia de seu casamento com Francisco II não acontece muita coisa de interessante ou relevante para o mundo das mulheres, diferente de outras mulheres que mandaram em sua jurisdição como Wu Zetian (única imperatriz da China, aos 13 anos virou concubina de seu antecessor Taizong), Cleópatra (rainha do Egito, ainda nova, já dominava inúmeros idiomas, incluindo os enigmáticos hieróglifos, a língua dos deuses) ou Vitória (governante da Inglaterra, Irlanda e Índia, subiu a trono aos 18 anos). Os problemas desta mulher começam igual aos problemas da maioria das mulheres: O casamento.

Francisco II torna-se um Delfin ainda muito jovem (nas dinastias Valois e Bourbon, os reis que ainda não eram reis eram chamados de Delfin, algo próximo de um principe regente), aos 14 anos casa-se com Maria Stuart e reina ao seu lado para reinar na França do alto do trono. Quando Francisco II subiu no muro (ou seja, bateu as botas, esticou as canelas, foi dessa para melhor, etc), Maria Stuart foi acusada de assassinato, traição e coisas do tipo. Sofreu perseguição com tudo o que tinha direito, mas escapou para a Escócia, onde acabou como rainha.

Santa Escócia!

A morte de seu marido seria questão pertinente por muitos anos de sua vida (mesmo após seus outros casamentos, que também não deram certo). Tal assunto seria apenas mais um de seus inúmeros problemas enquanto mantivesse uma coroa na cachola.

Maria Stuart assume o cargo de rainha da Escócia, mas dá outro tiro no pé. De olho na Inglaterra fragilizada com lutas constantes (em meados daquela época, o espanhol Felipe II atacava sem dó com sua esquadra marinha), a Escócia tenta dominar a Inglaterra, porém, sucumbe diante da poderosa e intrépida (prima de Maria Stuart) Elizabeth I.

Visionária do chamado “Teatro Elizabetano”, Elizabethe I deu uma surra feia na prima. Derrotada e sem conseguir mais voltar ao poder, foi julgada por seus crimes na terra de Elizabeth I (o suposto assassinato de Francisco II e de conspiração contra sua prima, a rainha da Inglaterra) e condenada à morte. O extremo oposto aconteceu com Elizabeth I, notava como símbolo de pureza e condição política.

Reza a lenda que, Maria sendo uma católica daquelas que dá medo, não se aguentava de ver a Inglaterra nas mãos de uma protestante, daí a investida. Também dizem que Maria Stuart abdicou ao trono por causa de seu filho Jacques, esperem por mais contos históricos sobre essa mulherada que faz sucesso no mundo.

Entusiasmo, meu povo, sempre!

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