Mais novas noticias do Egito


Não desanimem, não desanimem.

Assim pretendo começar este post, com palavras fortes e cheias de esperança declaradas por parte de um dos organizadores da festa que rolava lá na praça mais comentada das ultimas semanas. A praça Tahrir foi palco da maior manifestação no Egito por parte do “então” presidente Hosni Mubarak.

NOS EPISÓDIOS ANTERIORES…
Toda a nação egipcia (além de várias figuras políticas do cenário internacional) exige sua saída e, para tal, já fizeram de tudo: Pilharam, quebraram, incendiaram duas múmias e o prédio do partido vigente (Partido Nacional Democrata – Partido de Mubarak), atentaram contra o famoso museu do Cairo (onde foram destruídas inúmeras estantes e artefatos arqueológicos, verdadeiro tesouro de nossa civilização) e deram um dedo do meio ao governo, desafiando a criminosa e intolerante “Lei de emergência”, aplicada desde o início do mandato de Mubarak.

Sem falar na prisão de Wael Ghonein (chefe de marketing do Google no Egito) e do assassinato de Khaled Said, oportunidade dada pela questionável Lei de emergência.

O governo de Mubarak, conforme já mencionado em outra oportunidade, já intermediou várias crises entre Israelitas e Palestinos, trazendo a paz onde provavelmente o mínimo que poderia acontecer de errado seria a explosão imediata de umas quinze bombas por todo o território nacional. Sua postura firme (muitas vezes intragável) trouxe relativa paz e prosperidade ao povo de lá, porém, agora o povão quer liberdade e democracia.

Coisa que não funciona muito bem pelo menos no Brasil.

Esses dias ocorreria uma grande festa na praça Tahril, o povo aglomerava-se por todas as partes aguardando ver a história se firmar como uma verdadeira mãe que intercede pelo filho para seu bem. Os manifestantes que já estão acampados por muito tempo esparavam ver Mubarak deixar o poder e dar espaço ao ideal democrático tão bonito no papel. O presidente prometeu uma coletiva para ontem.

Percebam que, desde o início dos protestos que correm e correm pela capital egipcia, este humilde e pervertido espaço virtual não parou de produzir. Creio que isso seja bom, afinal ,é a história que está acontecendo. Seus filhos aprenderão isto nas escolas e você deve manter-se informado para, no dia em que seu guri perguntar sobre o assunto, você possa soltar uma risada sardônica e dizer: – Eu acompanhei tudo!

Pelo menos é isso que eu pretendo fazer.

O DIA DO “FICO” NO EGITO
Esses dias aconteceu algo que dez entre dez egipcios daria qualquer coisa para evitar: Mubarak resolve manter-se em seu cargo, contrariando toda e qualquer expectativa por parte não apenas de seus opositores, mas de seu próprio povo, causando extrema comoção e lágrimas. Hosni Mubarak anunciou em seu discurso para o povo egipcio na praça Tahril que ficaria no poder.

Bom, não foi dito necessariamente isso, mas pela cara dos manifestantes, dá pra imaginar que foi algo assim.

Durante a noite, os manifestantes cantavam hinos repetitivos cujo tema era, basicamente, a retirada de Mubarak do poder. Havia um sentimento diferente no ar, havia a concentração de toda a esperança do povo egipcio que pairava no ar daquela noite, igual o vento que sopra e nos dá alívio para o momento. Ninguém sabe explicar de onde vem o vento, mas sabemos que está lá, da mesma forma do vento era a esperança do povo naquela hora.

Era.

Os veículos de mídia sustentam que, antes mesmo da metade do pronunciamento, o povo gritava, chorava e gesticulava com seus sapatos nas mãos pedindo ponderação por parte do govenrnante e que atendesse ao povo. Nada feito. Mubarak não só fica, mas prometeu que morreria em solo egipcio.

HOSNI MURABAK DEIXA O CAIRO
A notícia chegou contraditória entre as pessoas, simplesmente não esperava-se tal decisão de Mubarak. As peças pareciam encaixar-se ,primeiro a aparição de um vice-presidente em quase trinta anos. Depois um possível governo de transição, agora o presidente corre para fora do país. Diante de tal cenário, podemos até mesmo aludir ao evento ocorrido com D. Pedro I quando este resolveu vir para o Brasil por conta da expansão napoleônica.

Reza a lenda que Mubarak não correu, mas apenas resolveu deixar a capital esperando a poeira baixar. Li que é rotina na vida do presidente do Egito retirar-se para sua outra residência por conta de receber visitas ou celebridades políticas.

O fato do atual presidente egipcio deixar a capital não é muita coisa quando ponderamos sobre o assunto. Os militares ainda estão nas ruas e parte do poder presidencial foi passado para Suleiman (vice). Os militares, já esgotados de tantos constrangimento, declarou que a lei de emergência será usada em casos de extrema necessiade e pretendem agir de forma honesta e interessada com o bem estar público. Mesmo com tudo isso, o Egito ainda está muito tenso e as especulações sobre revoltas violentas e novos protestos incendiários não são poucos, tamanhos são os reflexos das manifestações. A bolsa americana fechou em baixa (sem falar a própria bolsa de valores egipcia), o canal da BBC no Irã que exibia a festa na praça Tahril foi fechado e os EUA vão em defesa de Israel, visto que há um tratado de paz assinado pelo antecessor de Murabak, o governo americano teme que, por conta do tratado ser firmado com Aswan Sabat, as suas condições não sejam respeitadas.

O ACORDO DE CAMP DAVID
O ano é 1979. O presidente anterior do Egito, Arwan Sadat, programa a paz para o oriente médio com antecedência junto o presidente de Israel, Menachem Begim. As tentativas de conseguir essa tal felicidade por parte do presidente do Egito foram fortes, o próprio Arwan disse, em discurso, que iria até o parlamento israelense para consumar o ato. Não pretendo me demorar muito neste assunto, visto que pretendo falar mais sobre tudo isso depois, mas digo que o acordo foi mediado pelo “então” presidente dos Estados Unidos da América, o famoso Jimmy Carter em Camp David.

Independente de todos os problemas e momentos históricos e emocionantes ocorridos neste tempo, os conflitos e sentimentos de revolta e ódio continuam. Mubarak poderia aprender mais com as atitudes de seu antecessor, Arwan Sadat, que foi até a casa do recém-eleito presidente nacionalista Begim para selar a paz no oriente médio.

Serão cenas dos próximos capítulos, sendo um amante declarado da cultura daquele lugar, espero de coração que tudo se resolva.
Entusiasmo gente, sempre!

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