Grandes boçais da história – Parte 01

Hoje faremos uma coisa diferente. Hoje falaremos de Arrogantes, Esnobes, Boçais… enfim, pessoas de comportamento que siga esta tendência cretina e socialmente repulsiva, mas que influenciaram o curso da História.

Hoje estou desdenhoso, então, não espere muitos rodeios de minha parte. Serei direto como um ataque da Moby Dick.

Quem me conhece, sabe que não suporto gente que se acha. Sempre acreditei na filosofia do “Viver a vida e deixar viver”, por isso, sempre me posicionei de modo a não influenciar/interferir o Pensamento de Ninguém, afinal, creio mesmo que cada um é fruto de suas próprias convicções.

Os arrogantes não me causam temor ou inveja, só não gosto da ideia da supervalorização voluntária (leia chamar a atenção). Independente de seus Méritos, essas pessoas (normalmente) são portadoras de uma Personalidade intragável e um ego inflamado.

Mas eu sou otimista e te digo: Ser um boçal cuzão não é o fim do mundo! Negar os benefícios trazidos pelos Boçais na História é dar um tiro no pé, pois são pessoas e tem alma também…

… não sou especialista no assunto, por isso posso estar errado.

Putz! Acabei fazendo um arrodeio do caralho!

Enfim, a ideia do Post é mostar que esnobes de merda também contribuíram para o Progresso (por mais contraditório que isso seja). Falaremos de fatos históricos e descobertas comprovadas, porém, em uma análise menos acadêmica, o texto é bastante anacrônico, então continue a leitura por sua própria conta.

E se você se ofendeu, então é um Boçal e vá chupar um cavalo! Segue postagem.

Quadro de Salvador Dali
NARCISO – MITOLOGIA GREGA
Está muito enganado, quem pensa que Mitologia Grega são contos da carochinha. São pretenções de expor uma Verdade e, bom… não dava pra iniciar uma postagem sobre egocêntricos na História com outro cara, afinal, seu nome virou adjetivo para rotular pessoas de intelecto raso que se sentem superiores a outras por conta de sua beleza (narcisista).

Você pode pensar que eu critico os Belos por inveja e… sim, você acertou, sou feio que dói, mas isso não vem ao caso.

A História de Narciso ganhou outras vertentes, ao passo que nossa Arqueologia foi se emancipando. Sua primeira mençao ocorre no Hino Homérico a Deméter, mas a versão mais conhecida era a de Ovídio (sendo referenciada pela versão de Pausânias, onde seus pretendentes são todos homens), porém, reza a lenda que há um referencial mais antigo e que torna as coisas mais interessantes.

Os Papiros de Oxirinco trazem um Narciso terrivelmente ácido e esnobe com qualquer um, pois segurava-se em sua beleza que era por demais surpreendente. Um cidadão chamado Amínias perseguia Narciso insistentemente, então Narciso achou que seria uma boa ideia presentear Amínias com uma espada.

Amínias entendeu a indireta e se matou.

O final dessa versão da história é problemático dizer (os papiros achados estão bem esculhambados), mas é sabido que antes do ultimo suspiro, Amínias amaldiçoou Narciso, esperando que, um dia, o jovem e belo filho da puta encarasse a mesma dor e foi (mais ou menos) nessa época que Narciso se apaixonou pela própria imagem refletida no lago.

Não é algo dificil de imaginar, se pensarmos no povo que tira selfie fazendo careta ou na academia.

Falando em pessoas apaixonadas pela própria imagem…

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Imagem atribuida a Ramsés II
RAMSÉS II, O GRANDE – EGITO ANTIGO
Sim, é um belo salto (geográfico, não cronológico). O Egito tem de tudo, adoro inúmeras coisas que nasceram ou progrediram por lá e minha paixão pela Terra que nunca pisei é gritante, porém, nem tudo é um mar de rosas.

Ramsés II (conhecido como “O grande”) foi um dos maiores Faraós do antigo Egito. Renovou o Militarismo, engendrou empreendimentos arquitetonicos espetaculares e sua fama e brilhantismo criaram um “Modelo ideal” para os faraós vindouros.

Tipo uma “linha de montagem”, padronizando características interessantes ao governador daquela região… eu já disse que nem tudo é um mar de rosas?!

A transliteração de Textos (das paredes e dos papiros) com diversos momentos da vida de Ramsés II, aliados aos mais recentes descobrimentos, conferem que Ramsés II não era essa coca-cola toda. Para os nossos padrões, Ramsés II seria algo entre o caráter egocêntrico. Os Templos eram feitos em pedra sólida, justamente para perdurar (pois eram feito para os Deuses).

Os sacerdotes mantinham a Monolatria (não confundir com Monoteísmo), então o Templo era a garantia de que o Culto ao determinado deus seria preservado, mesmo após a morte do governante. Mas Ramsés II cuidava para que, não apenas fosse considerado o Maior Faraó do Egito, mas que fosse reverenciado como um Deus.

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Templo de Abu Simbel

O Templo de Abu Simbel é apenas uma pequena fração do culto ao próprio ser que Ramsés II exigia para si. As gigantescas Estátuas (ostentando sua própria grandeza) dão uma noção disso, aliás, dentro do tempo, há uma estátua de Ramsés II sentado ao lado de vários deuses importantes da cultura egipcia, mostrando que sua natureza “divina” era de igual peso com a de Hórus, Rá e demais deuses.

 

Ainda há outros fatos sujeitos a verificação como as guarnições na batalha de Kadesh. Haviam quatro divisões “divinas” do exército egipcio (Horus, Osiris, Seth e Rá). Adivinhem qual foi a divisão liderada por Ramsés?

Poisé, Rá, um dos principais deuses do panteão egipcio era a divisão de Ramsés II. As paredes do Ramesseum exaltam a destreza e o desfecho da batalha, que foi realmente primorosa…

… Claro, Ramsés II quase morreu lá em Kadesh e não expulsou os Hititas conforme prometido, mas propaganda é a alma do negócio.

… não há muito o que dizer sobre essa foto, sério, olha isso.
MENÇÃO HONROSA – BORIS CASOY E O CASO DOS GARIS
Já que estamos falando de boçais, achei que seria interessante comentar, afinal, esse caso ganhou uma dimensão do tamanho da corrente de andrômeda. O jornalista Boris Casoy (que revelou neste caso um nível pertubador de boçalidade até então desconhecido/despercebido), querendo ou não, faz parte de nossa história.

Quem não viu o TJ BRASIL inteiro esperando passar o Chaves?

Acompanhei este caso todo pela internet e acredito que nem todos viram o ocorrido no exato instante em que aconteceu, o que me faz pensar que, as vezes,  as pessoas fazem um bom uso da internet…

…quando não estão declarando morte aos nordestinos pelo Twiter ou se masturbando em frente a webcam, mas voltemos ao que interessa.

Sempre pensei nele (Boris) como um grande profissional, um ideal e um nível a ser alcançado. Porém, no início deste ano, o jornalista esculhambou uma dupla de garis que finalizavam uma vinheta comemorativa para a emissora.

Boris Casoy provavelmente ficou com ciumes da brilhante atuação de Willian Bonner e tentou causar.

Poisé, é isso, para um primeiro post sobre o assunto, acabei me demorando demais.

Percebam que não critico a convicção ou segurança de caráter, critico tão somente a vontade escandalosa de auto-afirmação. Não critico o constante aprimoramento, critico tão somente a necessidade de se achar sempre ser uma novidade. Não critico nem mesmo o brilhantismo fora de hora, critico tão somente uma personalidade mesquinha de crer que todos ao seu redor são burros. Novamente, não se surpreenda, existem pessoas assim.

Eu também que eu podia colocar mais personagens neste artigo, porém, falta tempo e massa cinzenta, da próxima faço mais força para sair um artigo melhor.
ενθουσιασμός.

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