Um delírio sobre o Bullying


O bullying é, acredito, um ataque social.

Encontramos tal probleática nas mais antigas instituições sociais como reinos, grupos religiosos, clãs e, atualmente, escolas e na internet. Mesmo sendo um tema polêmico, o mundo tratava-o com desdém e o bulliying só ganhou a mídia após ser referenciado com uma expressão na língua mãe. Levando em conta a demora para encontrar um termo para referenciar uma problemática que ocorre há tantas gerações, a solução terá sua demora igualmente prolongada.

Neste texto pretendo apresentar, bem “por alto”, a situação dessa problemática.

CONHECENDO O PROBLEMA
O termo vem do inglês Bully (valentão) representado por um termo aplicado no presente do particípio (o bom e velho cursinho de inglês – Consoante, vogal, consoante) seguido de sufixo ING. Atualmente, o termo é pouco competente em expressar a notoriedade que este evento ganhou, pois a temática “valentão reprimindo o nerd da turma” já não mais caracteriza o ataque. Percebam que em faculdades de todas as partes (deste ou de outros países), intelectuais  lideram massas que ridicularizam  não apenas os estereotipados valentões, mas ainda, qualquer outro indivíduo que pense de forma diferente, mesmo apresentando argumentos interessantes.

Por mais incrível que seja, o exercício egotista é bullying também.

Cada um utiliza dos seus maiores trunfos para combater pessoas que ele julgue uma ameaça ao seu estado hegemônico. Entenda que não há mais a caracterização da violência, como mencionei antes. A repressão pode vir intelectualizada, pode ocorrer por meio de fofocas e difamação sem futuro… vai me dizer que não pensou em ninguém ou em nenhuma situação após ler essa linha? Nessa vida todos já sofremos algum tipo de bullying, até alguns anos atrás eu não conseguia perceber para onde essa situação poderia piorar, eis que, de repente…

BULLYING E A TECNOLOGIA
A prática transcede a formação social tradicional e invade com gosto de gás o mundo virtual, ambiente caracterizado pela extensa liberdade causada pela falta de identidade proposta. Conhecido como cyber-bullying, é a mesma merda do evento original, mas ocorre dentro de sites de relacionamento ou mesmo por e-mails que destratam grupos religiosos, étnicos, grupos com opção sexual diferente ou mesmo alguém diretamente, levando a vergonha para qualquer que seja seu ambiente. Lembrando que a grande rede ainda é usada para promover violência física, quando tais grupos marcam de “tocar o terror” quando o capeta invade suas cabeças vazias, tudo é presenciado e filmado em shows, praças de lazer, jogos de futebol ou qualquer outro ambiente público.

Sem qualquer ideologia, os manés procurando apenas ser do contra 

Lembrando que estes encontros voltados simplesmente para promover o espetáculo da violência sádica e irracional são todos filmados (usando celulares por exemplo) e divulgados na grande rede. As pessoas que tomam parte destes eventos acreditam firmemente que, ao registrar sua participação em tal brutalidade, é um momento puramente mágico, apenas os mais sinceros e emancipados tem domínio pleno de seu caráter para participar. Aqueles que ficam de fora são covardes ou não são reconhecidos. Tornando o que já era ruim em algo pior, ocorrem casos onde a filmagem expondo pessoas em situacões constrangedoras (brigas em escolas por exemplo) é usada como refém, aquele que sofreu o abuso e foi filmado ainda é chantageado para não passar por uma vergonha maior.

Pura confusão.

O cyber-bullying, apesar de mesmo impactante (quando não sai do virtual, não invade a vida real diretamente), realça a intolerância vergonhosa herdada por muitos que a levam como troféu. A frustração mental dos indivíduos atacados geralmente é brutal. Impedidos de socializar, entram em depressão, isolam-se, definham. Muitos dos vitimados apresentam um potencial sedutor em inúmeras áreas, porém, por não compartilhar do mesmo ponto de vista da maioria ou daquele que manipula a massa móvel, são descartados, assim, nossa sociedade segue sempre os mesmos exemplos.

ESSA MERDA TEM SOLUÇÃO?
A mídia deve apresentar novos formadores de opinião e, consequentemente, deve aproximar os já existentes. A repulsa aos exemplos dessa ideologia babaca devem ser ceifados e os praticantes devem sofrer uma bela re-estruturação de suas prioridades. Não sei dizer se a mídia atual está fazendo um bom trabalho, criando uma tensão “de dentro para fora”, apenas divulgando amplamentes os eventos mais caóticos na voz de seus âncoras mais sensacionalistas.

Os educadores, mais próximos dos eventos e verdadeiros formadores de opinião, devem descaracterizar os aparentes casos de bullying e trazer à tona os maiores prejudicados, ensinando desde pequeno que há diversidade e pregar a tolerância. Acredito que já apontamos, ao menos, um bom início de trabalho.

Chegamos ao final de mais um post, espero que todos os meus (setenta e dois) leitores apreciem a escrita e deixem comentários, críticas e, se quiserem, elogios, afinal, eu também tenho um Ego e preciso massageá-lo de vez em quando. Caso o artigo não tenha entrado na cabeçinha daqueles que ainda acham que o bullying não é tão poderoso ou devastador na vida de uma pessoa, termino essas linhas utilizando uma imagem, afinal, uma imagem vale mais do que mil palavras e atualmente este texto tem 5.279 caractéres (com espaço), percebam que isso acontece por aí quase com a mesma frequência que você destrata alguém, toda oportunidade de evitar a propagação desse perfido sentimento deve ser considerada.

Pense nissso, ενθουσιασμός.

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