Paleontólogo: uma Profissão legal

Defendi a possibilidade de me tornar um paleontólogo quando era criança e ainda mantenho essa vontade, não tanto quanto a de ser um arqueólogo ou um boxeador profissional, mas é parecida. Segundo o Wikipédia:

Diferente do arqueólogo, que estuda as evidências culturais do passado dos seres humanos, o paleontólogo estuda a vida do passado do planeta Terra, incluindo os fósseis de humanos, mas de um ponto de vista paleobiológico. Apesar de, no que toca à escavação de fósseis de vertebrados, a prática paleontológica se assemelhar a uma escavação arqueológica, a Arqueologia utiliza métodos de escavação e de estudo diferentes e usa, por vezes, técnicas de datação distintas.

Para quem não sabe, dia 15 de junho é o dia do Paleontólogo e como não poderia deixar de ser, este pequenino e singelo blog  resolveu fazer sua homenagem aos integrantes dessa massa charmosa que é o trabalhador paleontólogo, que é erroneamente confundido com o Arqueólogo.

Este será um post rápido pois ando tão ocupado com meu trabalho e com meus estudos que estou seriamente cogitando a possibilidade de madrugar para poder tirar tempo para alguma coisa que não seja trabalho e curso. De fato, eu já estou fazendo isso, visto que estou digitando este post depois das dez da noite e não pretendo sair daqui enquanto não acabá-lo, sendo assim, vamos falar um pouco dos três arqueólogos que eu julgo interessante você saber.

Sigam-me os bons!

Georges Cuvier

Este senhor de aparência exótica conseguiu criar o que chamamos atualmente de Anatomia Comparada, também era totalmente contra a Teoria da Evolução (que se baseia na alteração de características hereditárias e na diminuição dos “genes ancestrais” nas novas gerações).

Suas leis foram defendidas brilhantemente quando teve a idéia de comparar as ossadas de mamutes e de mastodontes com as ossadas dos nossos atuais elefantes, chegando a concluir que se tratavam de espécies distintas.

Ainda, teve grande repercussão quando analisou as múmias de gatos e íbis trazidas por Napoleão Bonaparte, constatando que se trata dos mesmos organismos, sem mudar porra nenhuma.

Cabra safado!

Depois dessa, Napoleão lhe deu o título de Inspetor Geral da Educação. Curvies priorizava a educação em seu país, tanto que tratou de fazer uma reforma tremenda no ensino, reforma que é mantida até hoje. Um gênio, sem dúvida. A parte triste da história é que ele viveu em um momento muito conturbado na França e as doenças eram constantes, viveu em uma epidemia de cólera, porém, de acordo com o Wikipédia, o que teria matado este grande ícone seria um acidente vascular cerebral (conhecido como A.V.C.).

SÉRGIO FURTADO CABREIRA

Olha o Brasil aí minha gente!

Este cidadão é um gaúcho e está na linha de frente de um projeto, no mínimo, ousado. Ele e sua equipe estão na caçada de um dinossauro que poderia ser o mais antigo do mundo, e este poderia ter dado origem a todos os outros lagartões que você já viu por aí. A Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) está com eles nesse projeto desde 2004 e essa parceria já tem rendido muitos frutos interessantes ao mundo da paleontologia como o Sacissauro (um dos fósseis mais antigos da história, com 230 milhões de anos) e o ULBRA PVT016

…peraí, que diabéisso? ULBRA PVT016? Isso lá é nome de dinossauro?!

Calma, pequeno gafanhoto, eu explico. Quando um dinossauro é catalogado com base na instituição que o descobriu e ganha um registro, no caso no nosso amigo, ULBRA é a sigla da Universidade e PVT é a sigla para PaleoVerTebrado, o n.º 016 significa que é o décimo sexto dinossauro registrado pela ULBRA. Ao que parece, ainda não encerrou o prazo para análise do fóssil e nem o lançamento do nome definitivo. O lagarto seria o mais velho do mundo e os arqueólogos acreditam os dinossauros mais recentes herdaram características dele, resumindo, o ULBRA PVT016 seria o precursor de características físicas e genéticas de sua raça.

Voltando a falar do paleontólogo, ele está fazendo muito sucesso, já que suas descobertas em terreno gaúcho simplesmente não param. Em 2010 ele apresentou, para espanto de toda a comunidade científica, um exemplar quase que perfeito de um Tecodonte, um ancestral do crocodilo (adoro crocodilos, lembram o Egito). A carreira dele ainda está crescendo, o cara merece estar nesta lista e boa sorte.

Só fazendo um “paralelo” sobre o assunto: Maurício de Sousa (criador da Turma da Mônica) criou um personagem chamado Tecodonte para acompanhar Horácio em suas aventuras.

WILLIAN BUCKLAND

Este britânico da foto ao lado estudou em Oxford e, para variar, também contribuiu para expandir de todas as formas a teoria do catastrofismo, igualmente feito pelo Sr. Georges Curves citado anteriormente. Fez de tudo um pouco dentro de sua área: Geólogo, paleontólogo e merecedor da medalha Wollaston, escreveu alguns livros mas, além do apoio ao catastrofismo, foi o primeiro a escrever uma descrição completa de um dino(muito provavelmente seria a descrição de um Megalossauro baseada em um dente).

Não há muito o que se dizer deste homem, este é um problema que afeta todos os paleontólogos, existem mais informações disponíveis sobre suas descobertas do que sobre os descobridores, porém, o pouco de informações que temos já o transforma em peça importante da história da paleontologia. Morreu no dia 24 de agosto de 1856.

RICHARD OWEN

Foi estudioso das ossadas, seguindo uma tendência semelhante ao Sr. Curvier, também foi consagrado com a medalha Wollaston, semelhante ao Sr. Buckland, porém, o charme de sua entrada nesta lista se dá pelo fato de que este velhinho foi o primeiro a propor o termo “Dinossauro” quando se viu de frente com os fósseis gigantes.

HENRY FEIRFIELD OSBORN

Este aqui não é nenhum familiar do roqueiro Ozzy Osbourne, para ser mais sincero, não preciso dizer muito sobre ele, o cara é simplesmente aquele que descobriu o Velociraptor e, em 1902, após análises feitas em um osso fossilizado encontrado em Wyoming, fez as primeiras ilustrações de sua maior descoberta: O Tyranossauro Rex.

Henry Osborn também recebeu a tal da medalha Wollaston também, que devia ser entregue no quilo para qualquer um que tivesse pescoço para pendurá-la. Ao que parece, este homem ainda descobriu o chamado Albertossauro, em 1905,  fazendo algumas observações sobre o achado de um crânio parcial fossilizado

Espero que tenham gostado do artigo, este nem foi um artigo tão curto assim, sinto um pouco de falta dos programas sobre dinossauros ou paleontologia na grade de exibição na TV brasileira, afinal, a Globo só sabe colocar aquele maldito Em busca do vale encantado. Prefiro ver aqueles documentários sobre a extinsão dos monstrengos. Falando em final dos lagartos gigantes, você já viu o ultimo episódio do seriado Família Dinossauros?! Achar que o final seria diferente do que expor a extinção total e sumária dos dinossauros seria muito otimismo da parte de qualquer tele-espectador, até mesmo da criança mais inocente. Adorei a maneira como eles colocam o final, apesar de muito triste. Ao melhor estilo “Rede Manchete”, a Globo nunca se interessou em colocar o seriado até o final, vai entender o motivo. Aguardem outras atualizações.

ενθουσιασμός.

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